A conferência de pastores e pastoras da Igreja Evangélica Luterana Unida (IELU), reunida em Buenos Aires, publicou nota na qual compartilha a preocupação “pela dor que segue causando divisões dentro do já sofrido povo argentino”.

Os luteranos vêem que a situação hoje reconhecida como “tensão entre o campo e o governo” é um sintoma de uma problemática mais profunda, vinculada à distribuição da riqueza, a um estilo de política partidária sem disposição ao diálogo, a um discurso governamental que quer fazer crer que sustenta seu trabalho por e para o povo.

Diante da afirmação oficial de uma política econômica a favor dos pobres e mais necessitados, os ministros luteranos vêem com preocupação que a pobreza cresce e se expande no país.

Diante dessas preocupações, luteranos lamentam que “a democracia vá perdendo a capacidade de negociação e de atingir consensos. Como conseqüência vem a violência, que se torna intolerante às vozes que se levantam reclamando justiça.

Entendem que neste tempo de crise o governo não vislumbrou que a mesma convida a ter novas oportunidades de diálogo, escuta respeitosa e negociações produtivas.

“Chamamos a orar, para que não haja defraudação nos que procuram Deus, que exista uma distribuição eqüitativa de riquezas e oportunidades, que são parte do projeto do Reino de Deus, e que abarque todos os aspectos sociais do nosso país”, finaliza a nota.

Fonte: ALC