Enquanto as congregações luteranas não concluírem o processo de reflexão sobre matrimônio, família e sociedade, que começou há cinco anos, a Federação Luterana Mundial (FLM) não pretende se pronunciar a respeito do homossexualismo.

Esse é apenas um tema dentro da sexualidade humana, explicou o secretário-geral do organismo ecumênico internacional, pastor Ishmael Noko. “Não queremos emitir juízos”, disse.

Noko participou de entrevista coletiva em Lund, cidade que acolhe bispos, pastores presidentes de igrejas, jornalistas e convidados de todas as partes do mundo para os festejos dos 60 anos da FLM.

Ao dar as boas-vindas aos estrangeiros, a bispa de Lund, Christina Odenberg, destacou que a Igreja Luterana da Suécia tem em seu quadro 20 mulheres no bispado, “algo impossível de se imaginar em 1947”.

O secretário-geral da FLM lembrou que a criação da FLM, em 1947, deu-se no contexto europeu do pós-guerra, num cenário de destruição. A Suécia era uma exceção, explicou. “Por isso, a fundação da FLM representou um testemunho de unidade e de comunhão num contexto destruído pela guerra”, disse.

Noko salientou que a reunião do Comitê da FLM, de hoje a 27 de março em Lund, representa uma etapa na preparação da Assembléia Geral do organismo ecumênico, que terá lugar em Stuttgart, Alemanha, em 2010. Em função desse evento, congregações luteranas estão no processo de reflexão de temas como matrimônio, família e sociedade.

Atualmente, a FLM congrega 148 igrejas-membro, em 78 países, somando 65,9 milhões de fiéis, dos quais 5 milhões vivem na América Latina. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), com 720 mil membros, é a maior igreja luterana na região.

Fonte: ALC