O bispado da Igreja Luterana no Chile (ILCH) e a presidência da Igreja Evangélica Luterana do Chile (IELCH) convocam as comunidades, pastores e conselhos sinodais a se envolverem na pastoral de combate ao HIV/Aids, dentro e fora das comunidades eclesiais.

Em carta dirigida às comunidades, líderes eclesiais assinalam que, com freqüência, as preocupações das duas igrejas refletem o que ocorre nos lugares onde se encontram, “enclaves estabilizados e protegidos por barreiras de diferente tipo, desde grades e alarmes que protegem nossos lares, até ideologias e crenças que nos protegem”.

No caso do HIV/Aids, no entanto, “consideramos que estamos ultrapassando a grande divisão , adentrando no instável mundo onde crescem com força o vírus e o contágio. Deparamo-nos com todo tipo de pessoa, de qualquer condição, que perfeitamente pode pertencer às nossas comunidades. Aqui é que nos deparamos com a humanidade mais vulnerável e, é então, quando encontramos nossa própria vocação de cristãos e de Igrejas Luteranas, sejamos ou não portadores do HIV Aids”.

A realidade da AIDS, expressam ambas as igrejas, impulsiona e motiva o desenvolvimento de uma pastoral ecumênica. A ILCH e a IELCH afirmam que os tempos atuais levam a reexaminar a teologia sobre a sexualidade e sobre as relações entre homens e mulheres.

“As igrejas têm de remeter à Bíblia para que entendam o u papel no acompanhamento e na cura, não só física, mas psico-espiritual, das pessoas que vivem com o HIV/Aids e de seus familiares, pertençam elas ou não às nossas comunidades”, enfatizam.

A nota conjunta, assinada pela presidente da Igreja Evangélica Luterana no Chile, pastora Gloria Rojas, e pelo bispo da Igreja Luterana no Chile, Rolando Holtz, finaliza sublinhando que o compromisso que os orienta é a sacralidade da vida “que requer ser protegida sempre e por todos e todas”. “Isso nos exige uma teologia profética que transforme as estruturas opressivas dentro de nossas próprias igrejas e da sociedade para que, efetivamente, proteja-se a vida.”

Fonte: ALC