Rapaz de 16 anos, que admitiu ter cometido três homicídios no município de Rio Brilhante (MS), recebeu o apelido porque, após os assassinatos, ele cruzava as pernas e abria os braços das vítimas.

Um menor de 16 anos confessou ontem ser o autor de três assassinatos ocorridos este ano na cidade de Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ele ficou conhecido como “Maníaco da Cruz”, pela forma como deixava os corpos de suas vítimas, todas com os pés cruzados e os braços abertos em forma de cruz.

A primeira delas foi Catalino Cardena, 33 anos, morto no dia 24 de julho. O autor do crime escreveu com a ponta de um canivete as letras INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no corpo de Cardena.

Um mês depois, matou Letícia Neves de Oliveira, 22, e deixou o corpo seminu sobre um túmulo do cemitério localizado em frente à casa da vítima. Na última terça-feira, foi a vez de Gleice Kelly da Silva, 13, ser assassinada pelo maníaco. “Ela estava muito bonitinha quando saiu de casa”, disse ele sobre a menina, que conhecia desde criança.

Moreno claro, cabelos ligeiramente ondulados e amarrados para trás, com porte atlético, o jovem disse à delegada Maria de Lourdes, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAJ), ter tentado “superar seu ídolo, Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque”.

A delegada explicou que o rapaz é frio e vaidoso ao revelar sua personalidade, reafirmando que matava somente “pessoas impuras”. Trabalhava em serviços gerais, não estuda, mora com o pai, professor de caratê, e dois irmãos, na periferia de Rio Brilhante, onde foi detido ontem à 1h30.

Na residência, foram encontrados um pôster do Maníaco do Parque colado na parede do quarto, reportagens sobre os crimes, ocorridos na década de 1990 no Parque do Estado, Zona Sul de São Paulo, uma faca tipo peixeira com o cabo de madeira, um canivete sujo de sangue, roupas e celulares que roubou das vítimas, além de jornais da região destacando os ataques do Maníaco da Cruz.

Fonte: JC Online