A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Polícia Rodoviária apresentaram nesta quarta-feira um mapa que aponta a existência de um total de 1.819 locais vulneráveis para a prostituição infantil nas estradas federais brasileiras.

O mapa foi descrito pela OIT como uma “importante ferramenta no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, que ajudará a Polícia nos trabalhos de fiscalização e vigilância das estradas.

O guia para a localização dos pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil ao longo das estradas federais brasileiras inclui os telefones em que podem ser denunciados os casos de prostituição infantil.

O guia, com mapas detalhados de todos os estados brasileiros, denuncia não apenas os nomes dos locais onde crianças e adolescentes podem ser submetidos à prostituição, mas também sua localização, em 60 estradas administradas pelo Governo federal.

Os mapas não incluem os possíveis pontos de prostituição infantil em estradas regionais ou pequenos caminhos adjacentes.

Os locais foram identificados por policiais que realizam trabalhos de fiscalização nas estradas federais do país.

Entre os pontos denunciados, figuram estacionamentos de caminhões, balneários, locais comerciais, restaurantes, hotéis, oficinas, clubes, postos de abastecimento, praças, casas particulares, viadutos e casas de festa.

Segundo o guia, o estado de Minas Gerais foi o que mais apresentou pontos vulneráveis, com 290, ao tempo que o Sergipe apresentou apenas 2. No estado do Amapá, não foi identificado nenhum local.

Apesar de o Governo não possuir números precisos, ONGs calculam que cerca de 100 mil crianças sofrem violência sexual ou se prostituem nas ruas no Brasil.

Segundo um estudo divulgado no ano passado pela Universidade de Brasília, em pelo menos 927 dos 5.561 municípios do Brasil foram registrados casos de prostituição infantil entre 2002 e 2004.

O mesmo relatório identificou 240 rotas diferentes usadas para o tráfico nacional e internacional de menores de idade destinados à exploração sexual.

Fonte: EFE