No dia em que o Senado argentino aprovou o casamento gay no país, a candidata do PV à Presidência da República do Brasil, Marina Silva, defendeu o direito de cidadãos do mesmo sexo à união civil.

Mas admitiu que, por se orientar por princípios cristãos, é contrária ao casamento gay por considerar o matrimônio um sacramento. “É preciso separar as duas coisas”, afirmou.

Marina disse respeitar os direitos civis dos homossexuais, como a divisão patrimonial e direitos previdenciários, mas disse não ter uma opinião formada sobre a adoção de crianças por casais gays. A candidata, que frequenta a Igreja Assembleia de Deus, reclamou que existe preconceito contra os evangélicos e disse que é preciso respeitar evangélicos e não evangélicos. “Acho que não se deve ter nenhum tipo de preconceito”, afirmou.

Ao ser perguntada sobre se adotaria o ensino religioso obrigatório na grade curricular das escolas, Marina disse que nunca defendeu a obrigatoriedade e lembrou que o “Estado brasileiro é um Estado laico, mas não é ateu”.

Camisinha

Marina defendeu o investimento em ações preventivas contra doenças sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência e em políticas de planejamento familiar. “Não é só distribuir camisinha”, declarou. Marina disse ser pessoalmente contra a legalização do aborto, mas defendeu que a questão deve ser discutida em âmbito nacional por meio de um plebiscito.

Perguntada sobre como orientava seus quatro filhos sobre o uso de camisinha, Marina desconversou. “Meus filhos são muito conscientes, desde a infância têm acesso a informação.”

Legalizar aborto e maconha

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, aproveitou a sabatina feita pelo R7 e Record News para entregar nesta quinta-feira (15) ao eleitor a decisão sobre alguns dos temas polêmicos que dominam sua campanha. Mesmo contrária à legalização do aborto e da maconha, ela defendeu um plebiscito para que a população decida sobre os as duas polêmicas.

O que você faria se fosse presidente?

Marina afirmou que é favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo, apesar de ser contra o casamento entre homossexuais no religioso. Ela também garantiu que nunca ingeriu bebida alcoólica, fumou maconha ou tomou o Santo Daime, uma bebida feita de ervas.

Ao defender o plebiscito para avaliar a legalização do aborto e a descriminalização da maconha, Marina não escondeu sua opinião. Disse que a simples legalização do consumo das drogas não seria o melhor caminho para combater o narcotráfico e que o aborto envolve fatores “morais, filosóficos, éticos e religiosos” que ainda não teriam sido suficientemente debatidos no Brasil.

Marina, que é evangélica, defendeu o Estado laico, mas lembrou que “Estado laico não é Estado ateu” e que, por isso, é preciso respeitar “quem tem fé e quem não tem”.

Marina também disse que jamais fumou maconha ou tomou o Santo Daime. De alcoólico, ela só admite ter bebido um estimulante de apetite que contém álcool na fórmula:

– Só tomei Biotônico Fontoura.

Fonte: Estadão e R7