No país onde aconteceu a histórica Reforma Protestante há 500 anos, as igrejas católicas e protestantes estão caminhando rumo à unidade. Um em cada cinco cristãos protestantes da Alemanha apoiam a unificação de suas congregações com a Igreja Católica Romana.

[img align=left width=300]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/840×500/smart/media.guiame.com.br/archives/2016/09/14/948998089-papa-francisco-e-pastores.jpg[/img]Novos esforços têm sido feitos para incentivar a unidade entre protestantes e católicos na Alemanha, de acordo com o site Evangelical Focus. Em setembro do ano passado, as mais altas autoridades de ambas as igrejas assinaram um documento se comprometendo a celebrar o 500º aniversário da Reforma em um ano ecumênico, onde católicos e protestantes iriam “confessar a Jesus Cristo juntos”.

Dois mil alemães foram entrevistados pela agência de notícias evangélicas “Idea”. Cerca de 20% das pessoas se disseram a favor da reunificação das igrejas, enquanto 18% disseram que não. Além disso, 17% preferiu não responder e, a maioria (45%) respondeu que não se importa com o rumo dessa questão.

Dentre as pessoas que se identificaram como católicos, 66% apoiam a criação de uma instituição unida. No entanto, a maioria dos membros (59%) da Igreja Evangélica da Alemanha se opõem a tal movimento.

No dia 11 de março será realizado um culto de reconciliação, no qual as igrejas protestantes e católicas se pedirão perdão. O “ato ecumênico de penitência e reconciliação” será realizado na cidade alemã de Hildesheim.

[b]O engano do ecumenismo[/b]

De acordo com uma pesquisa feita pela LifeWay Research, 40% dos pastores protestantes americanos afirmam ter uma visão mais positiva sobre a Igreja Católica depois da liderança do Papa Francisco.

Para Ed Stetzer, diretor da LifeWay, observar o apoio ao papa vindo de pastores protestantes, que surgiram após a Reforma Protestante, é algo contraditório. “A pesquisa mostra, de fato, o resultado do ‘Efeito Francisco’, já que ele é apoiado pelo grupo de pessoas nomeadas para protestar contra a própria fé conduzida pelo papa.”

“Os precursores dos atuais pastores protestantes — Lutero, Wesley, Spurgeon e muitos outros — certamente não veriam o papa como seu ‘irmão em Cristo’. Dentro de alguns séculos, o papa passou de ‘anticristo’ para ‘irmão em Cristo’ para muitos protestantes”, alertou Stetzer.

De acordo com o pastor Bruno dos Santos, o movimento ecumênico promovido pelo pontífice apresenta mensagens de tolerância, paz e humanidade, mas é contrário ao governo de Jesus Cristo.

“No ecumenismo, Jesus Cristo perde a sua posição de Cabeça da Igreja, pois o Vaticano diz que a mãe de todas as igrejas cristãs é a Igreja Católica Romana e que o seu cabeça é o Papa. Ele pode mudar até o que Jesus e seus apóstolos ensinaram”, explica o pastor.

“O ecumenismo depõe da posição de Cristo como única fonte de salvação. Se uma igreja que crê e prega que só a Fé em Cristo é que salva, misturar-se a outra que crê e prega que algo mais é necessário para ‘completar, assegurar ou garantir’ a salvação, como poderão conciliar posições tão distintas?”, questiona.

[b]Fonte: Guia-me[/b]