A Grande Mesquita de Paris apresentou uma ação contra o jornal satírico “Charlie Hebdo”, que publicou uma polêmica manchete durante a crise provocada pela reprodução de charges do profeta Maomé em publicações européias, informou hoje o centro religioso.

A mesquita tomou esta decisão porque considera que a revista cometeu um crime de “injúria pública a um grupo de pessoas por ocasião de sua religião”.

O centro religioso pede 30 mil euros (US$ 38 mil) em conceito de perdas e danos e, caso a Justiça lhe dê um veredicto favorável, que o semanário publique a sentença em sua capa.

O “Charlie Hebdo” publicou em fevereiro uma capa com um desenho do profeta chorando e dizendo: “É duro ser amado por tolos”.

A denúncia perante a Justiça também foi apresentada devido à reprodução de duas das polêmicas charges publicadas pelo jornal “Jyllands-Posten” em setembro de 2005. A publicação das vinhetas gerou uma escalada de tensão e incidentes em países muçulmanos, cuja religião proíbe a representação gráfica do profeta.

A primeira audiência será realizada em 22 de setembro.

Na época, a mesquita de Paris tentou impedir a venda dos exemplares desse número do “Charlie Hebdo” através de um recurso judicial que foi negado. O jornal vendeu o triplo no dia em que publicou as charges.

Fonte: EFE