O 18° Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil, reunido de 10 a 16 de julho na cidade de Aracruz, no Espírito Santo, aprovou, por 108 votos a favor e seis contra, a proposta do Colégio Episcopal de mantê-lo com oito bispos, que foram eleitos ontem.

Os oito bispos do novo Colégio Episcopal são: Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, João Carlos Lopes, Adolfo Evaristo de Souza, Luiz Vergílio Batista da Silva, Adriel de Souza Maia, Roberto Alves de Souza, Adonias Pereira do Lago e Marisa de Freitas Ferreira Coutinho.

O bispo emérito Nelson Luiz Campos Leite lembrou, após a escolha dos novos bispos, que as eleições episcopais devem transcorrer sem discussões. “Espero que este seja o último Concílio feito neste estilo, porque isso é uma hipocrisia. As decisões têm que ocorrer de forma aberta e transparente”, disse, reportando-se aos acordos prévios feitos para a eleição.

Os delegados e delegadas metodistas não estão no Concílio para promover disputas das tendências na igreja, entre carismáticos, tradicionais, acadêmicos, ecumênicos ou outras correntes, admoestou Campos Leite. “Estamos aqui em nome do Evangelho do Reino. Sabendo que a Igreja tem diversidades, temos que respeitar as diferenças, pois a divisão é pecado”, frisou. Ele conclamou a igreja a apoiar o Colégio Episcopal eleito.

Na abertura do Concílio, dia 10, o Colégio Episcopal dirigiu mensagem aos conciliares pedindo uma atitude de quebrantamento e arrependimento pelos diferentes pecados na igreja. Entre esses pecados, a carta pastoral menciona a estreiteza missionária, a desunião, a indisciplina pessoal e comunitária, a rendição à sedução do mercado, a tentativa de aprisionamento do Espírito aos “nossos conceitos e preconceitos”.

A carta incita à superação do “espírito presente na sociedade de mercado e de consumo”, que incentiva a competitividade, a luta pelo espaço e lugar de poder, a “supremacia do mais forte e belo, e o desprezo e marginalização dos que ficam pelo caminho”.

Os 131 delegados e delegadas com direito a voto aprovaram o relatório financeiro da Igreja levado ao Concílio. Os números mostram saúde financeira da instituição.

Para testar o sistema eletrônico no Concílio, foi realizado um teste, colocando em votação se o técnico da seleção brasileira de futebol, Carlos Alberto Parreira, deverá ser mantido no cargo. O resultado não surpreendeu: 120 votaram pela demissão de Parreira, sete pela sua manutenção e quatro se abstiveram.

Fonte: ALC