A novela “Duas Caras” pode ter que passar para as 22h, se quiser continuar com as cenas de Alzira (Flávia Alessandra) dançando no mastro ou mostrar tomadas picantes como a insinuação de topless de Débora (Juliana Knust) na praia.

O Ministério da Justiça não aceitou argumentação da Globo, que defendia a trama de Aguinaldo Silva para menores de 12 anos – podendo ser exibida às 20h -, e aconselhou a mudança de horário para as 21h (proibida para menores de 14 anos).

O problema com a reclassificação é o fuso horário das regiões Norte e Nordeste, que não têm horário de verão. Nessas áreas, a novela é exibida atualmente por volta das 20h. Para ser exibida lá às 21h, teria que passar para as 22h no resto do País.

Um dos argumentos no texto enviado pela emissora ao ministério foi de que “a novela vai ao encontro da moda internacional do ‘pole dancing’, uma dança onde a mulher, de salto alto e roupa sensual, faz acrobacias em uma barra vertical”.

A decisão do governo deixa a Globo com uma hora de intervalo em sua grade no Norte e Nordeste. “Há cenas que poderiam ser proibidas até para menores de 16 anos, mas como o ministério avalia o conteúdo geral da novela, decidiu classificá-la como proibida para menores de 14”, explica a assessoria do Ministério da Justiça.

Agora, a Globo terá cinco dias para acatar ou recusar a decisão do ministério. Se não aceitar, o caso vai para o Ministério Público, que tem o poder de processar a emissora. A decisão de mudança de horário deve se analisada até janeiro.

As principais queixas são as cenas de Alzira. Só o Ministério da Justiça recebeu 21 reclamações. Outras 13 vieram da Câmara dos Deputados, que apóia a campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania”.

Mas o alvo das críticas dos espectadores não são apenas as cenas de Alzira – ontem mesmo a personagem fez strip-tease para Juvenal (Antonio Fagundes).

O ministério colocou em xeque o conteúdo violento da trama, que apresentou armas de fogo e ameaças com arma branca, como na cena em que Célia Mara (Renata Sorrah) ameaça o marido Antônio (Otávio Augusto) com um facão.

A Globo tentou se defender alegando que “a cena não pode ser levada em consideração fora do contexto em que está inserida, mas sim dentro da história da novela e com bom senso. É impossível contar uma história dramática sem a abordagem de paradoxos, como o amor e ódio, crime e castigo, entre tantas outras virtudes e fraquezas inerentes ao ser humano”.

Fonte: O Dia

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