Segundo o procurador regional da República, em troca dos serviços prestados ao esquema, o ex-deputado Josué Bengston (PTB-PA) recebeu, de acordo com as informações da quebra do sigilo bancário, cerca de R$ 100 mil que foram depositados em contas próprias e em contas da Igreja do Evangelho Quadrangular, administrada pelo ex-deputado.

O Ministério Público Federal no Pará protocolou duas ações –uma penal e outra civil– contra o ex-deputado Josué Bengston (PTB-PA), acusado pela Polícia Federal de participar da máfia dos sanguessugas –esquema de venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras.

Na ação penal, Bengston é acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. Por esses crimes, o ex-parlamentar pode ser condenado a até 29 anos de prisão. Na ação civil, ele foi denunciado por improbidade administrativa e poderá perder os direitos políticos e ter que ressarcir os cofres públicos.

Segundo o procurador regional da República José Augusto Torres Potiguar, responsável pelas ações contra ex-deputado, Bengston comandava a organização criminosa e era o responsável pela elaboração de emendas orçamentárias que destinaram “vultosos recursos públicos federais em proveito do esquema”.

Ao investigar o ex-deputado, o procurador regional descobriu que em dois anos (2002 a 2004) as emendas de Bengston somaram R$ 8,6 milhões em favor da quadrilha dos sanguessugas.

Segundo o procurador regional da República, em troca dos serviços prestados ao esquema, Bengston recebeu, de acordo com as informações da quebra do sigilo bancário, cerca de R$ 100 mil que foram depositados em contas próprias e em contas da Igreja do Evangelho Quadrangular, administrada pelo ex-deputado.

Como Bengston perdeu o foro privilegiado em fevereiro quando terminou seu mandato de deputado federal, será processado pela Justiça Federal em Belém.

Fonte: Folha Online