O ministro do Interior iraniano, Mostafa Pourmohammadi, disse ser favorável aos “casamentos temporários” no Irã para enfrentar a crise econômica e o alto custo de vida, que levaram a um aumento da idade mínima das pessoas que estão se casando no país, informou hoje a imprensa local.

O ministro, citado pela imprensa local, disse que “a média da idade de casamento no Irã subiu por causa dos problemas sociais (e econômicos), e, por isso, é preciso pensar em uma solução para impedir as conseqüências ruins de ficar solteiro”.

A religião islâmica em geral permite que o homem se case com até quatro mulheres ao mesmo tempo. Já o ramo xiita autoriza o casamento temporário (que pode durar minutos ou anos) com um número indefinido de mulheres, com a ressalva de que estas devem ser viúvas ou separadas.

Esta forma é rejeitada pelo ramo sunita do Islã e alguns clérigos sunitas chegam a qualificá-la de prostituição.

“Não é preciso ter medo de divulgar o casamento temporário na sociedade, já que é uma ordem de Deus”, disse Pourmohammadi, que falava em reunião na cidade de Qom, ao sul de Teerã, e considerada centro das escolas religiosas xiitas da República Islâmica.

“O casamento temporário não é somente para satisfazer os homens casados para que possam ter várias mulheres, mas se deve pensar também em como responder às necessidades de um jovem de 15 anos que não tem meios de se casar”, acrescentou o ministro.

Pourmohammadi disse que a idade mínima de casamento no Irã é de 23 anos para as mulheres e de 26 para os homens e destacou que as famílias começam a aconselhar seus filhos a casar “antes de chegarem a esta idade, mas sua situação (econômica) não permite”.

“O Islã é a religião mais completa que tem soluções para todos os problemas da humanidade e o casamento temporário é um exemplo disso”, afirmou o ministro, que tem categoria de Hoyatoleslam, cargo religioso xiita.

Fonte: EFE