O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (foto) foi à Convenção Nacional das Assembleias de Deus. Segundo ele, Dilma ‘conclama’ igrejas a parceria com Brasil sem Miséria.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira (19), ao participar da Convenção Nacional das Assembleias de Deus, em Brasília, que a presidente Dilma Rousseff não se esqueceu dos compromissos assumidos com os evangélicos durante a campanha eleitoral.

“Ela não se esquece dos compromissos que ela assumiu aqui com os senhores”, disse o ministro. Ele se lembrou de uma passagem bíblica que Dilma citou ao visitar um templo da Assembleia de Deus durante a campanha eleitoral, em 2010.

O trecho diz, segundo Carvalho, que a sabedora está “na multiplicidade dos conselhos”. “Isso ela nunca esqueceu, e é por isso que hoje ela ouve, ela procura saber quais são os melhores caminhos que nós temos”.

Durante seu discurso, Carvalho disse ainda que foi vítima de uma “polêmica inútil”. Em fevereiro, o ministro teve de se explicar à bancada evangélica no Congresso por ter dito, durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, que o Estado deveria promover uma “disputa ideológica” com as igrejas evangélicas pela influência nas classes emergentes.

“Não posso esquecer, nesses dias atrás, quando fui vítima de uma polêmica inútil e tentaram me colocar contra os evangélicos”, afirmou para os fiéis que lotavam a igreja. Acrescentou que o Brasil não poderá “mudar a sua história se não for com uma forte parceria entre o governo e as igrejas”. “E a Assembleia de Deus ocupa, neste aspecto, um papel muito particular. Nós conhecemos essa Igreja, a sua história, as perseguições e o preconceito e a discriminação que enfrentou ao longo da história e como se afirma em todo canto desse País”, afirmou.

O ministro destacou também a importância das ações de caridade para o combate à miséria. Ele disse que Dilma “conclama” todas as igrejas a serem parceiras do programa social Brasil sem Miséria, que visa tirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza.

“Sem a participação dos senhores, sem essas caridades que os senhores exercem e as senhoras desenvolvem nas suas ações sociais, o Brasil não conseguirá cumprir essa meta”, declarou.

Lideranças evangélicas da Assembleia de Deus apoiaram a candidatura de Dilma Rousseff à presidência em 2010. No entanto, com Dilma na presidência, houve atrito entre governo e evangélicos por conta de questões como a elaboração de um kit anti-homofobia pelo Ministério da Educação na gestão de Fernando Haddad, que vai disputar a prefeitura de São Paulo nas próximas eleições. Para acalmar os ânimos do grupo e blindar Haddad de ataques na campanha, o governo colocou em fevereiro passado Marcelo Crivella, ligado à Igreja Universal, no comando do Ministério da Pesca e Aquicultura.

“Seguimos lutando pela justiça. Nosso compromisso de honrarmos tudo que nos comprometemos durante a campanha eleitoral, na defesa da família, da defesa da liberdade religiosa, na defesa da liberdade de culto”, disse o ministro. Depois do discurso de Carvalho, o bispo Manoel Ferreira, presidente da convenção, cometeu uma gafe ao se referir a Dilma como “ministra”. “Se ela ouvir isso, tô frito”, disse.

[b]Fonte: G1 e Estadão[/b]