Miss√Ķes: Pa√≠ses perseguidos e a posse de Barack Obama

Postado em: 27-01-2009 Na semana passada, a m√≠dia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerim√īnia de posse de Barack Obama em Washington. Na internet, o discurso completo est√° dispon√≠vel em ingl√™s, mas a tradu√ß√£o chinesa eliminou passagens consideradas ‚Äúinc√īmodas‚ÄĚ para o governo.

Os censuradores atacam tr√™s trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que ‚Äúgera√ß√Ķes passadas enfrentaram o facismo e o comunismo n√£o com m√≠sseis e tanques, mas com alian√ßas vigorosas e convic√ß√Ķes duradouras‚ÄĚ. A frase inteira foi retirada da vers√£o publicada pela ag√™ncia estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usu√°rios chineses.

A segunda refer√™ncia expl√≠cita de Obama aos l√≠deres mundiais que ‚Äúcolocam a culpa das desgra√ßas da sociedade no Ocidente‚ÄĚ tamb√©m foi omitida. O terceiro trecho obstru√≠do pela censura foi quando ele falou sobre ‚Äúaqueles que chegam ao poder atrav√©s da corrup√ß√£o, fraude e calam os discordantes‚ÄĚ, que, segundo ele, escolheram o ‚Äúlado errado da hist√≥ria‚ÄĚ.

Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo.

Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea.

O Ir√£ tamb√©m deu prefer√™ncia a uma manifesta√ß√£o que aconteceu em Tehran em favor da popula√ß√£o palestina. O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (algu√©m que apoia a repatria√ß√£o dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das rela√ß√Ķes entre os dois estados, principalmente enquanto a quest√£o nuclear do Ir√£ continuar aberta.

Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro.

No Afeganist√£o, o Talib√£, que alegava ‚Äún√£o ter problemas pessoais com Obama‚ÄĚ, alertou o presidente a ‚Äúaprender li√ß√Ķes com os sovi√©ticos‚ÄĚ e retirar as tropas do pa√≠s, deixando aos afeg√£os a tarefa de ‚Äúdecidir o futuro da na√ß√£o‚ÄĚ.

Na R√ļssia, o primeiro-ministro Vladimir Putin n√£o escondeu seu ceticismo ao notar que ‚Äúas mais amargas decep√ß√Ķes normalmente resultam de grandes expectativas‚ÄĚ.

O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, ‚Äúiniciativas comuns ser√£o tomadas para promover a estabilidade no Oriente M√©dio‚ÄĚ.

Na Indon√©sia, onde passou parte da inf√Ęncia, a posse de Obama foi recebida com comemora√ß√Ķes e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama ‚Äútem potencial para enfrentar a crise mundial‚ÄĚ.

A Tail√Ęndia tamb√©m utilizou a medida financeira para examinar a nova administra√ß√£o americana.

Enquanto isso, a Mal√°sia pediu mais aten√ß√£o para o ‚Äúsudeste da √Āsia‚ÄĚ, h√° muito tempo ignorado por seu antecessor. Especialistas em pol√≠tica na √ćndia encorajaram Obama a continuar ‚Äúno caminho do di√°logo‚ÄĚ, j√° deixado de lado pelo governo Bush.

Fonte: Portas Abertas