FG News: Mórmon, Tavernari, da seleção de basquete, mantém-se virgem

Postado em: 02-07-2009 Rumo √† Copa Am√©rica, a sele√ß√£o brasileira de Moncho Monsalve promove um vestibular para 16 jogadores, em busca dos que ter√£o a chance de entrar na equipe principal. Um dos dois √ļnicos que joga e estuda em universidade americana, Jonathan Tavernari certamente √© o √ļnico m√≥rmon, cren√ßa de poucos adeptos no Brasil, e segue sua f√© t√£o a s√©rio que mant√©m a virgindade at√© o casamento.

Nestas férias do basquete universitário norte-americano, em que atua na BYU (Brigham Young University) de Utah, Tavernari é um dos jogadores que briga por uma das vagas no "vestibular" de Moncho Monsalve. Além das principais estrelas do país, que foram dispensadas desta primeira fase de treinos, três ou quatro jogadores de uma espécie de time B do Brasil devem ser incluídos para a disputa da Copa América, a partir do fim de agosto.

Mas, além do talento dentro de quadra, algo que define Tavernari é sua relogiosidade. Ao lado de sua mãe, técnica de basquete, o hoje ala de 1,96 m de altura mudou-se para os EUA aos 16 anos e, lá, conheceu a religião mórmon e resolveu converter-se, deixando o catolicismo. Há seis anos nos EUA, ele concilia estudos, primeiro na high school (o ensino médio brasileiro), agora na universidade, com os treinos de basquete.

Se no Brasil fazer as duas coisas era um fator de complica√ß√£o, a nova vida de Tavernari permitiu que ele se dedicasse ainda com mais intensidade ao esporte. Com a experi√™ncia de jogar nas sele√ß√Ķes brasileiras de base, partiu para Las Vegas, ficando com uma fam√≠lia adotiva. Na hora de entrar na universidade, optou pela BYU, a mesma que revelou Baby Ara√ļjo.

A escolha pela faculdade teve a ver justamente com a religiosidade, j√° que a BYU √© uma universidade ligada aos m√≥rmons. "Uma das maiores raz√Ķes da minha op√ß√£o foi essa. Eu me batizei m√≥rmon quando cheguei nos Estados Unidos. √Č a igreja correta, a que funciona para mim", explica Tavernari, de 22 anos, que cursa Gerenciamento e Neg√≥cios.

Considerada uma religi√£o crist√£ resta, a comunidade m√≥rmon tem suas regras e Jonathan procura respeit√°-las. Inclusive quando o assunto √© sexo apenas depois do casamento. "A igreja me mant√©m focado, eu n√£o saio √† noite e prefiro me guardar quanto ao sexo. Acho uma intimidade muito grande e que deve ser reservada para um relacionamento muito forte, que vem com o casamento", diz o jogador, que est√° com matrim√īnio marcado para o m√™s de setembro.

Apesar das cren√ßas, Jonathan Tavernari vai na contra-m√£o de outros entusiastas religiosos, como os jogadores da sele√ß√£o brasileira de futebol, que rezaram em campo ap√≥s o t√≠tulo da Copa das Confedera√ß√Ķes e exibiram camisetas com os dizeres "Eu perten√ßo a Jesus". "Acho que n√£o tem muito a ver uma coisa com a outra. Tenho muita f√©, mas isso √© uma coisa pessoal".

Quanto ao esporte, o ala-armador quase se aventurou como goleiro de futebol. A experiência durou um jogo. "Eu fui para o gol e nosso time tomou de 8. Foi meu início e meu fim como jogador de futebol", brinca. Assim, restou ao garoto fazer a vontade da mãe, Thelma, técnica de basquete no Pinheiros. Desde os cinco anos ele recebe os ensinamentos dela e os leva para a quadra, até hoje. "Eu era um filhinho de mamãe, mas hoje sei encarar os desafios que a vida me traz", completa.

Objetivos

Com 22 anos, Jonathan Tavernari já olha com atenção para o seu futuro nas quadras, certo de que suas escolhas podem definir o restante da carreira. Assim, este ano chegou a se listar para o draft, mas após conversas com sua família, seu time e até com o técnico Moncho Monsalve, resolveu permanecer mais um ano como universitário, para acabar seu curso.

Mas 2010 pode ser seu ano. "Ano que vem devo tentar de novo. Com isso, posso acabar jogando na NBA ou na Europa", analisa o brasileiro. Antes disso, sua maior preocupação é ter um bom desempenho nos Jogos da Lusofonia e, com isso, se garantir no time principal da seleção brasileira, dentro do elenco que vai à Copa América.

Fonte: UOL