FG News: China pede que mundo muçulmano não transforme revolta em conflito religioso

Postado em: 14-07-2009 O Governo chin√™s pediu hoje √† comunidade mu√ßulmana mundial para que compreenda as medidas tomadas na cidade de Urumqi e que "n√£o entenda os dist√ļrbios como um conflito de religi√Ķes", em resposta √† convoca√ß√£o de uma "guerra santa" contra a China por parte de radicais isl√Ęmicos.

"Se os países muçulmanos e seus fiéis tiverem uma ideia clara dos incidentes de 5 de julho, compreenderão as medidas que foram tomadas", declarou hoje o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang.

Segundo Qin, "o confronto entre grupos √©tnicos ou religi√Ķes n√£o √© bom para a paz e a estabilidade mundial".

Radicais isl√Ęmicos em pa√≠ses como Indon√©sia, Ir√£ e Turquia convocaram uma "guerra santa" contra a China ap√≥s os sangrentos confrontos entre chineses da etnia han e uigures mu√ßulmanos que deixaram, segundo os n√ļmeros oficiais, 184 mortos e mais de 1.600 feridos.

Qin destacou que "a China e os pa√≠ses mu√ßulmanos se respeitaram e se ajudaram por muito tempo" e expressou o desejo de que a coopera√ß√£o entre ambas as partes continue baseada "na igualdade, no benef√≠cio m√ļtuo e na n√£o interfer√™ncia nos assuntos internos".

A China e os pa√≠ses mu√ßulmanos mantiveram boas rela√ß√Ķes durante d√©cadas. Um exemplo claro disso s√£o as condena√ß√Ķes de Pequim √† invas√£o do Iraque, em 2003.

O regime comunista praticamente dá à Autoridade Nacional Palestina o status de Estado independente, e não possuía laços diplomáticos com Israel até 1992.

Al√©m disso, a China √© uma das principais compradoras de petr√≥leo em na√ß√Ķes majoritariamente mu√ßulmanas como Ir√£, Iraque, Nig√©ria e Sud√£o, pa√≠ses nos quais tem investimentos milion√°rios e explora reservas de petr√≥leo.

Por fim, o porta-voz de Assuntos Exteriores chin√™s recha√ßou as declara√ß√Ķes do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que na semana passada acusou a China de cometer "um quase genoc√≠dio" contra a etnia uigur, que tem fortes la√ßos hist√≥ricos e culturais com a Turquia.

"No incidente (de 5 de julho), muitas das vítimas eram da etnia han (majoritária no país), apenas um pequeno grupo era de minorias. Nós somos as vítimas e não há nenhum genocídio", ressaltou Qin.

Fonte: EFE