FolhaGospel.com
O jornal cristão on-line do Brasil



Cadastre-se aqui
Login   



21.05.2013, 04:19
Ciência & Saúde : Polêmica: Britânico com síndrome do encarceramento luta por direito de morrer
Enviado por folhagospel em 21/07/2010 07:27:16 (146 leituras)

Um britânico que não consegue falar e ficou paralisado do pescoço para baixo depois de sofrer um derrame está lutando na Justiça pelo direito de morrer.

Tony Nicklinson, de 56 anos, com sintomas da chamada síndrome do encarceramento, deu entrada em um processo legal, pedindo ao diretor da promotoria pública que esclareça a lei sobre a chamada morte digna, quando um homicídio é cometido por motivos de compaixão, a pedido da vítima.

Os pacientes vítimas da síndrome do encarceramento mantêm intacta a consciência ficando entretanto impossibilitados de se comunicar com o mundo exterior a não ser por movimentos de olhos e pálpebras. Tony Nicklinson consegue ainda executar leves movimentos com a cabeça que o auxiliam na comunicação.

Ele quer que sua mulher seja autorizada a ajudá-lo a morrer sem o risco de ser processada por assassinato. Ele se comunica piscando, ou apontando para letras em um quadro, com a cabeça, mas mantém plena consciência.

Seus advogados afirmam que ele está “de saco cheio da vida” e não deseja passar os próximos 20 anos nas mesmas condições.

Segundo sua equipe de advogados, sua única forma legal de alcançar a morte é por inanição - recusando comida e bebida. Sua mulher, Jane, disse que está preparada para ministrar uma dose letal de remédios, mas isso a deixaria vulnerável a um processo por assassinato.

Os advogados da família entraram com um pedido legal para que a promotoria esclareça se vai processar Jane, caso ela ajude o marido a morrer.

Caso a resposta confirme o processo, os advogados deverão argumentar que a lei atual viola o direito à privacidade de Tony Nicklinson, segundo o artigo 8º da Convenção Européia de Direitos Humanos.

Energia

Jane Nicklinson afirma que o marido era cheio de energia antes de sofrer o derrame em 2005. Ela diz que ele pensou longamente e chegou à conclusão de que deseja morrer.

“Ele quer poder acabar com a própria vida no momento em que decidir”, disse ela à BBC.

“Ele quer apenas os mesmos direitos que qualquer um. Eu ou você podemos cometer suicídio, ele não. Esse direito foi retirado dele no dia em que ele sofreu o derrame.”

Em um depoimento de testemunha, Nicklinson descreve como se sente ao se manter "encarcerado" em seu corpo que se tornou incapaz, mantendo entretanto a lucidez: “Sou um homem de 56 anos de idade que sofreu um derrame catastrófico em junho de 2005, durante uma viagem de negócios a Atenas, Grécia”.

“Fiquei paralisado do pescoço para baixo, sem poder falar. Preciso de ajuda em quase todos os aspectos da minha vida.”

“Não posso me coçar. Não posso assoar o nariz se ele estiver entupido e só posso comer quando me alimentam como a um bebê. Mas, ao contrário de um bebê, eu não vou evoluir.”

“Não me resta privacidade ou dignidade. Sou lavado, vestido e colocado na cama por enfermeiros que são, apesar de tudo, estranhos.”

“Estou de saco cheio da minha vida e não quero passar os próximos 20 anos, ou o que seja, assim. Sou grato pelos médicos que salvaram minha vida em Atenas? Não, não sou.”

“Se pudesse voltar no tempo, e soubesse o que sei agora, não teria chamado a ambulância e teria deixado que a natureza seguisse seu curso.”

Orientação

Em fevereiro passado, a promotoria pública divulgou orientações sobre suicídio assistido na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.

Enquanto ajudar um suicida permanece sendo crime, a orientação estabelece fatores atenuantes, como circunstâncias em que a vítima expressou claramente sua intenção de morrer e em que os que a ajudaram foram movidos somente por compaixão.

Mas a orientação não se estende à morte digna ou à eutanásia. Mesmo se a morte fosse consentida, levaria a acusações de assassinato culposo ou doloso na Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales, e a acusações de homicídio na Escócia.

Casos como esses acabam sendo decididos por um júri. Em janeiro, a britânica Kay Gilderdale foi inocentada da acusação de tentativa de assassinato depois de admitir ter ajudado a filha deficiente a morrer. Naquele caso, a filha, Lynn, havia tentado suicídio.

Fonte: UOL Saúde

Artigo Anterior - Próximo Artigo Página de impressão amigável Enviar esta história par aum amigo Criar um arquvo PDF do artigo


Outros Artigos
20/05/2013 17:23:48 - Igreja Renascer esclarece campanha de doação com sorteio na loteria
20/05/2013 17:20:26 - Homem invade igreja com ciúmes da esposa e ataca pastor
20/05/2013 17:19:17 - Após quatro anos, americano termina transcrição da Bíblia
20/05/2013 17:15:31 - Aline Barros define detalhes do DVD Extraordinário Amor de Deus
20/05/2013 17:14:19 - Programa Raul Gil leva cantores gospel para o quadro do Banquinho
20/05/2013 17:12:42 - Revista Billboard cria edição exclusiva para a música gospel
20/05/2013 17:11:39 - Globo promove concurso de novos talentos gospel em BH
20/05/2013 17:08:44 - Cristão é detido em Aceh por pregar aos muçulmanos
20/05/2013 17:07:47 - Apesar do desaparecimento das filhas, mãe permanece firme na fé
20/05/2013 17:05:22 - 21% das mulheres referem piora da vida sexual após o parto
20/05/2013 17:00:59 - Para evitar H1N1, Diocese de Taubaté (SP) suspende Pai-Nosso de mãos dadas
20/05/2013 16:59:15 - Índios com diagnóstico de tuberculose começam tratamento no Amazonas
20/05/2013 16:57:12 - Importação de médicos 'não é panaceia', diz OMS
20/05/2013 16:55:23 - Vitamina D, a vitamina do sol, pode ajudar no tratamento de asma
20/05/2013 16:53:18 - Maior força do Google é a liberdade para falhar, aponta analista
20/05/2013 16:50:35 - Brasil regulamenta sistema de pagamento pelo celular
20/05/2013 16:48:07 - Jovem cria supercapacitador que pode carregar celular em 30 segundos
20/05/2013 16:46:49 - Yahoo compra Tumblr por US$ 1,1 bilhão e promete 'não estragar' o serviço
20/05/2013 16:45:08 - YouTube completa oito anos com 100 horas de upload por minuto
20/05/2013 12:00:00 - Justiça decide que remuneração vincula pastor a igreja

Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
Publicidade Link
Publicidade






Cadastramento
Para adicionar comentários nos artigos dos colunistas ou nas notícias é necessário cadastrar-se no site. Cadastre-se aqui.
ENQUETE
Você concorda com a redução da maioridade penal para 16 anos? Deixe seu comentário
Sim
Não
Sem opinião
Siga o FolhaGospel
@Twitter
Publicidade
PREVISÃO DO TEMPO




contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site