FG News: Revista Isto√Č: O novo retrato da f√© no Brasil

Postado em: 23-08-2011 Pesquisas indicam o aumento da migração religiosa entre os brasileiros, o surgimento dos evangélicos não praticantes e o crescimento dos adeptos ao islã.

Acaba de nascer no Pa√≠s uma nova categoria religiosa, a dos evang√©licos n√£o praticantes. S√£o os fi√©is que creem, mas n√£o pertencem a nenhuma denomina√ß√£o. O surgimento dela j√° era aguardado, uma vez que os cat√≥licos, ainda maioria, perdem espa√ßo a cada ano para o conglomerado formado por protestantes hist√≥ricos, pentecostais e neopentecostais. Sendo assim, √© cada vez maior o n√ļmero de brasileiros que nascem em ber√ßo evang√©lico ‚Äď e, como muitos cat√≥licos, n√£o praticam sua f√©. Dados da Pesquisa de Or√ßamento Familiar (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat√≠stica (IBGE), revelaram, na semana passada, que evang√©licos de origem que n√£o mant√™m v√≠nculos com a cren√ßa saltaram, em seis anos, de insignificantes 0,7% para 2,9%. Em n√ļmeros absolutos, s√£o quatro milh√Ķes de brasileiros a mais nessa condi√ß√£o. Essa √© uma das constata√ß√Ķes que estat√≠sticos e pesquisadores est√£o produzindo recentemente, √†s quais ISTO√Č teve acesso, formando um novo panorama religioso no Pa√≠s.

Isso s√≥ √© poss√≠vel porque o universo espiritual est√° tomado por gente que constr√≥i a sua f√© sem seguir a cartilha de uma denomina√ß√£o. Se outrora o padre ou o pastor produziam sentido √† vida das pessoas de muitas comunidades, atualmente celebridades, empres√°rios e esportistas, s√≥ para citar tr√™s exemplos, dividem esse espa√ßo com essas lideran√ßas. Assim, muitas vezes, os fi√©is interpretam a sua trajet√≥ria e o mundo que os cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orienta√ß√£o religiosa. Esse fen√īmeno, conhecido como seculariza√ß√£o, revelou o enfraquecimento da transmiss√£o das tradi√ß√Ķes, implicou a prolifera√ß√£o de igrejas e fez nascer a migra√ß√£o religiosa, uma pr√°tica presente at√© mesmo entre os que se dizem sem religi√£o (ateus, agn√≥sticos e os que creem em algo, mas n√£o participam de nenhum grupo religioso). √Č muito prov√°vel, portanto, que os evang√©licos pesquisados pelo IBGE que se disseram desvinculados da sua institui√ß√£o estejam, como muitos brasileiros, experimentando outras cren√ßas.

√Č cada vez maior a circula√ß√£o de um fiel por diferentes denomina√ß√Ķes ‚Äď ao mesmo tempo que decresce a lealdade a uma √ļnica institui√ß√£o religiosa. Em 2006, um levantamento feito pelo Centro de Estat√≠stica Religiosa e Investiga√ß√Ķes Sociais (Ceris) e organizado pela especialista em sociologia da religi√£o S√≠lvia Fernandes, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), verificou que cerca de um quarto dos 2.870 entrevistados j√° havia trocado de cren√ßa. Outro estudo, do ano passado, produzido pela professora Sandra Duarte de Souza, de ci√™ncias sociais e religi√£o da Universidade Metodista de S√£o Paulo (Umesp), para seu trabalho de p√≥s-doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp), revelou que 53% das pessoas (o universo pesquisado foi de 433 evang√©licos) j√° haviam participado de outros grupos religiosos.

‚ÄúOs indiv√≠duos est√£o numa fase de experimenta√ß√£o do religioso, seja ele institucionalizado ou n√£o, e, nesse sentido, o desafio das igrejas estabelecidas √© maior porque a pessoa pode escolher uma religi√£o hoje e outra amanh√£‚ÄĚ, afirma S√≠lvia, da UFRRJ. ‚ÄúOs v√≠nculos s√£o mais frouxos, o que exige das institui√ß√Ķes maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. √Č tempo de mobilidade religiosa e pouca perman√™ncia.‚ÄĚ Transitar por diferentes cren√ßas √© algo que j√° ocorre h√° algum tempo. A intensifica√ß√£o dessa pr√°tica, por√©m, tem produzido novos retratos. Denominadores comuns do mapa da circula√ß√£o da f√© pregam que cat√≥licos se tornam evang√©licos ou esp√≠ritas, assim como pentecostais e neopentecostais recebem fi√©is de religi√Ķes afro-brasileiras e do protestantismo hist√≥rico. Estudos recentes revelam tamb√©m que o caminho contr√°rio a essas peregrina√ß√Ķes j√° √© uma realidade.

Em sua disserta√ß√£o de mestrado sobre as motiva√ß√Ķes de g√™nero para o tr√Ęnsito de pentecostais para igrejas metodistas, defendida na Umesp, a psic√≥loga Patr√≠cia Cristina da Silva Souza Alves verificou, depois de entrevistar 193 protestantes hist√≥ricos, que 16,5% eram oriundos de igrejas pentecostais. Essa propor√ß√£o era de 0,6% (27 vezes menor) em 1998, como consta no artigo ‚ÄúTr√Ęnsito religioso no Brasil‚ÄĚ, produzido pelos pesquisadores Paula Montero e Ronaldo de Almeida, do Centro Brasileiro de An√°lise e Planejamento (Cebrap). Para Patr√≠cia, o momento econ√īmico do Brasil, que registra baixos √≠ndices de desemprego e ascens√£o socioecon√īmica da popula√ß√£o, reduz a necessidade da b√™n√ß√£o material, um dos principais chamarizes de uma parcela do pentecostalismo. ‚ÄúPor outro lado, desperta o olhar para valores inerentes ao cristianismo, como a √©tica e a moral crist√£, bastante difundidas entre os protestantes hist√≥ricos‚ÄĚ, afirma.

Em busca desses valores, o serralheiro paraibano Marcos Aur√©lio Barbosa, 37 anos, passou a frequentar a Igreja Metodista h√° um ano e meio. Segundo ele, nela o culto √© ofertado a Deus e n√£o aos fi√©is, como acontecia na pentecostal Assembleia de Deus, a institui√ß√£o da qual Barbosa foi devoto por 16 anos, sendo sete como presb√≠tero. O serralheiro cumpria √† risca os r√≠gidos usos e costumes impostos pela denomina√ß√£o. ‚ÄúEu n√£o vestia bermuda nem dormia sem camisa, n√£o tinha tev√™ em casa, n√£o bebia vinho, n√£o ia ao cinema nem √† praia porque era pecado‚ÄĚ, conta. Com o tempo, o paraibano passou a questionar essas proibi√ß√Ķes e acabou migrando. ‚ÄúNa Metodista encontrei um Deus que perdoa, n√£o um justiceiro.‚ÄĚ

A te√≥loga L√≠dia Maria de Lima ir√° defender at√© o final do ano uma disserta√ß√£o de mestrado sobre o tr√Ęnsito de evang√©licos para religi√Ķes afro-brasileiras. A pesquisadora j√° entrevistou 60 umbandistas e candomblecistas e verificou que 35% deles eram evang√©licos antes de entrar para os cultos afros. Preterir as denomina√ß√Ķes crist√£s por religi√Ķes de origem africana √© outro tipo de migra√ß√£o at√© ent√£o pouco comum. N√£o √©, por√©m, uma movimenta√ß√£o t√£o traum√°tica, uma vez que o curr√≠culo religioso dos ex-evang√©licos convertidos √† umbanda ou ao candombl√© revela, quase sempre, passagens por grupos de matriz africana em algum momento de suas vidas. Pai de santo h√° dois anos, o contador Silvio Garcia, 52 anos, tem a ficha religiosa marcada por cinco denomina√ß√Ķes distintas ‚Äď e a umbanda √© uma delas. Foi aos 14 anos, frequentando reuni√Ķes na casa de uma vizinha, que Garcia, batizado na Igreja Cat√≥lica, aprendeu as magias da umbanda. Nessa √©poca, tamb√©m era ass√≠duo frequentador de centros esp√≠ritas. Aos 30, ele passou a cursar uma faculdade de teologia crist√£ e, com o diploma a tiracolo, tornou-se presb√≠tero de uma igreja protestante. Um ano depois, migrou para uma pentecostal, onde pastoreou fi√©is por seis anos. ‚ÄúMas essas igrejas comercializam a figura de Cristo e eu n√£o me sentia feliz com a minha f√©‚ÄĚ, diz.

A te√≥loga L√≠dia sugere que os sistemas simb√≥licos das religi√Ķes evang√©lica e afro-brasileira t√™m favorecido a circula√ß√£o de fi√©is da primeira para a segunda. ‚ÄúH√° uma singularidade de ritos, como o fen√īmeno do transe. Um dos entrevistados me disse que muito do que presenciava na Igreja Universal (do Reino de Deus) ele encontrou na umbanda‚ÄĚ, diz. Em suas pesquisas, fi√©is do sexo feminino foram as que mais cometeram infidelidade religiosa (67%). Os motivos que levam homens e mulheres a migrar de religi√£o foram investigados pela professora Sandra, da Umesp. Em outubro, suas conclus√Ķes ser√£o publicadas em ‚ÄúFilosofia do G√™nero em Face da Teologia: Espelho do Passado e do Presente em Perspectiva do Amanh√£‚ÄĚ (Editora Champanhat)

Uma diferen√ßa b√°sica entre os sexos √© que as mulheres mudam de religi√£o em busca de gra√ßa para quem est√° a sua volta (a cura para filhos e maridos doentes ou a recupera√ß√£o do casamento, por exemplo). J√° os homens s√£o motivados por problemas de fundo individual. Assim ocorreu com o empres√°rio paulista Roberto Higuti, 45 anos, que se tornou evang√©lico para afastar o consumo e o tr√°fico de drogas de sua vida. Cat√≥lico na inf√Ęncia, budista e adepto da Igreja Messi√Ęnica e da Seicho-No-Ie na adolesc√™ncia, Higuti saiu de casa aos 15 anos e se tornou um fiel seguidor do mundo do crime. Sua rela√ß√£o com as drogas foi pontuada por interna√ß√£o em hospital psiqui√°trico, pris√£o e duas tentativas de suic√≠dio. Certo dia, cansado da falta de perspectivas, viu uma marca de cruz na parede, ajoelhou-se e disse: ‚ÄúJesus, se tu existes mesmo, me tira dessa vida maldita.‚ÄĚ H√° cinco anos, o empres√°rio √© pastor da neopentecostal Igreja Bola de Neve, onde ministra dois cultos por semana. ‚ÄúQuero, agora, ganhar almas para o Senhor‚ÄĚ, diz.

Antes de se fixar na Bola de Neve, Higuti experimentou outras quatro denomina√ß√Ķes evang√©licas. Mobilidades intraevang√©licas como as dele ocorrem com aproximadamente 40% dos adeptos de igrejas pentecostais e neopentecostais, segundo a especialista em sociologia da religi√£o S√≠lvia, da UFRRJ. Os neopentecostais, por√©m, possuem uma particularidade. Seus fi√©is trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela n√£o serve mais. S√£o a homogeneiza√ß√£o da oferta religiosa e a maior visibilidade de algumas denomina√ß√Ķes que produzem esse efeito. ‚ÄúEsse grupo, antigamente, era o tal receptor universal de fi√©is, para onde iam todas as religi√Ķes. Hoje, a singularidade dele √© o fato de receber membros de outras neopentecostais‚ÄĚ, diz Sandra, da Umesp. ‚ÄúQuanto mais acirrada a concorr√™ncia, maior a migra√ß√£o.‚ÄĚ A exposi√ß√£o na m√≠dia, fundamentalmente na tev√™, √© a principal estrat√©gia dos neopentecostais para roubar adeptos da concorrente direta. E cada vez mais as pessoas estabelecem uma rela√ß√£o utilit√°ria com a religi√£o. De acordo com a pesquisadora Sandra, se n√£o h√° o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de servi√ßo religioso. Estima-se, por exemplo, que 70% dos atuais adeptos da Igreja Mundial ‚Äď uma dissidente da Universal ‚Äď tenham migrado para l√° vindos da denomina√ß√£o de Edir Macedo. ‚ÄúEntre os neopentecostais n√£o se busca mais um l√≠der religioso, mas um mago que resolva tudo num estalar de dedos‚ÄĚ, diz Sandra. ‚ÄúEssa magia faz sucesso, mas tem vida curta, uma vez que o fiel se afasta, caso n√£o encontre logo o que quer.‚ÄĚ

Cansada de pular de uma cren√ßa para outra, a artes√£ paulista Lucina Alves, 57 anos, n√£o sente mais necessidade de pertencer a uma igreja. H√° oito anos, ela diz ser do grupo dos sem-religi√£o. No entanto, recorre a ritos de f√©, principalmente cat√≥licos, esp√≠ritas e da Seicho-No-Ie, sempre que sente vontade de zelar pelo bem-estar de algu√©m. ‚ÄúH√° um m√™s, fui at√© uma benzedeira ligada ao espiritismo para ajudar meu filho que passava por problemas conjugais‚ÄĚ, diz. Dados do artigo ‚ÄúTr√Ęnsito religioso no Brasil‚ÄĚ revelaram que 30,7% das pessoas que se encontram na categoria dos sem-religi√£o frequentam algum servi√ßo religioso anualmente e 20,3% fazem o mesmo mais de uma vez por m√™s. ‚ÄúJ√° participei de reuni√Ķes evang√©licas de ora√ß√Ķes em casa de familiares‚ÄĚ, conta Lucina.

A artes√£ n√£o cultua santos, cr√™ em Deus, Jesus Cristo e acende vela para anjos. No campo das ci√™ncias da religi√£o, manifesta√ß√Ķes espirituais como as dela s√£o recentes e v√™m sendo tema de novos estudos. A migra√ß√£o de brasileiros para o isl√£ √© outro fen√īmeno que cresce no Pa√≠s. O n√ļmero de convertidos na comunidade mu√ßulmana do Rio de Janeiro, por exemplo, saltou de 15% em 1997 para 85% em 2009. Ex-umbandista que hoje atende por Ahmad Abdul-Haqq, o policial militar paulista Mario Alves da Silva Filho tem um invent√°rio religioso de dar inveja. Batizado no catolicismo, aos 9 anos estreou na umbanda em uma gira de caboclo e baianos. Um ano depois, juntando moedas que ganhava dos pais, comprou seu primeiro livro, sobre bruxaria. Aos 14, passou a frequentar a Federa√ß√£o Esp√≠rita paulista, onde fez cursos para trabalhar com incorpora√ß√Ķes e psicografia. Aos 17 anos, trabalhou em ordens esot√©ricas ao mesmo tempo que dava expediente na umbanda. O policial, mestrando em sociologia da religi√£o na Pontif√≠cia Universidade Cat√≥lica de S√£o Paulo (PUC-SP), decidiu se converter ao isl√£ quando fazia um retiro de padres jesu√≠tas. Em uma noite, sonhou com um √°rabe que o indicava o isl√£ como resposta para suas d√ļvidas. Aos 29 anos, ele entrou em uma mesquita e disse que queria ser mu√ßulmano. Saiu dela batizado e, desde ent√£o, faz cinco ora√ß√Ķes e repete frases do ‚ÄúAlcor√£o‚ÄĚ diariamente. ‚ÄúDescobri que sou uma criatura de Deus e voltarei ao seio do Criador.‚ÄĚ

Faz dez anos que o n√ļmero de convertidos ao isl√£ no Pa√≠s aumentou. E n√£o s√£o os atentados √†s Torres G√™meas, em 11 de setembro de 2001, que marcam esse novo fluxo, mas a novela ‚ÄúO Clone‚ÄĚ, da Globo. Foi ela que ‚Äúintroduziu no imagin√°rio cultural brasileiro imagens bastante positivas dos mu√ßulmanos como pessoas alegres e devotadas √† fam√≠lia‚ÄĚ, como defende Paulo Hilu da Rocha Pinto em ‚ÄúIsl√£: Religi√£o e Civiliza√ß√£o ‚Äď Uma Abordagem Antropol√≥gica‚ÄĚ (Editora Santu√°rio), de 2010. ‚ÄúDe l√° para c√°, a convers√£o de brasileiros cresceu 25%. Em Salvador, 70% da comunidade √© de convertidos‚ÄĚ, diz a antrop√≥loga Francirosy Ferreira, pesquisadora de comunidades mu√ßulmanas da Universidade de S√£o Paulo (USP), de Ribeir√£o Preto.

Assistente financeiro, o paulista Luan Nogueira, 23 anos, tornou-se mu√ßulmano h√° um ano. Por indica√ß√£o de um amigo, passou a pesquisar o isl√£ e descobriu que o discurso estigmatizado criado ap√≥s o 11 de setembro, que relacionava a religi√£o √† intoler√Ęncia e √† viol√™ncia, n√£o era verdadeiro. ‚ÄúEncontrei na mesquita e no ‚ÄúAlcor√£o‚ÄĚ a √©tica da boa conduta‚ÄĚ, diz. ‚ÄúMe sinto mais pr√≥ximo de Deus no isl√£.‚ÄĚ Para o professor Frank Usarski, do Centro de Estudo de Religi√Ķes Alternativas de Origem Oriental, da PUC-SP, o atrativo do isl√£ √© o fato de n√£o ter perdido, diferentemente de outras religi√Ķes, a compet√™ncia da interpreta√ß√£o completa da vida. ‚ÄúEle oferece um guarda-chuva de refer√™ncias para esferas como economia e ci√™ncia‚ÄĚ, diz Usarski.

Segundo o escritor Pinto, que tamb√©m √© professor de antropologia da religi√£o na Universidade Federal Fluminense, o isl√£ permite aos adeptos uma inser√ß√£o e compreens√£o sobre quest√Ķes atuais, como, por exemplo, a Palestina, a Guerra do Iraque e seguran√ßa internacional, para as quais outros sistemas religiosos talvez n√£o deem respostas. ‚ÄúSe a ado√ß√£o do cristianismo em contextos n√£o europeus do s√©culo XIX p√īde ser definida com uma convers√£o √† modernidade, a entrada de brasileiros no isl√£ pode ser vista como uma convers√£o √† globaliza√ß√£o‚ÄĚ, escreve ele, em seu livro.

√Č cada vez mais comum, no Pa√≠s, fi√©is rezando com a cartilha da autonomia religiosa. Esse chega para l√° na f√© institucionalizada tem conferido caracter√≠sticas mutantes na rela√ß√£o do brasileiro com o sagrado, defende a professora Sandra, de ci√™ncias sociais e religi√£o da Umesp. ‚ÄúDeus √© constitu√≠do de multiplicidade simb√≥lica, √© h√≠brido, pouco ortodoxo, redesenhado a l√°pis, cujos contornos podem ser apagados e refeitos de acordo com a novidade da pr√≥xima experi√™ncia.‚ÄĚ Agora √© o fiel quem quer empunhar a escrita de sua pr√≥pria f√©.

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Fonte: Revista Isto√Č - edi√ß√£o 2180