Miss√Ķes: Futuro incerto para os crist√£os s√≠rios

Postado em: 08-03-2012 A situação na Síria está ficando pior para todos os habitantes do país. A violência está em curso em várias cidades, especialmente em Homs, e o boicote internacional tem consequências para todos os sírios.

Por quase 11 meses, protestos contra o governo s√£o respondidos com viol√™ncia do ex√©rcito. O n√ļmero de civis mortos √© estimado em mais de 5mil, tamb√©m em 2 mil pessoas que eram das for√ßas de seguran√ßa morreram.

Nos primeiros meses os crist√£os n√£o foram alvos de ataques feitos pelos mu√ßulmanos, mas isso mudou. "Os √ļltimos meses s√£o sinais de que as minorias (alau√≠tas e crist√£os) s√£o alvos nas cidades de Homs e Hama", disse um trabalhador an√īnimo do Portas Abertas que tamb√©m ouviu relatos de assassinatos e sequestros.

A S√≠ria tem uma minoria de 10% de crist√£os (1,9 milh√Ķes) e tamb√©m cerca de 10% dos alau√≠tas. A grande maioria no pa√≠s, cerca de 74% √© mu√ßulmana sunita. Como presidente Bashar al-Assad √© alau√≠ta e fez com que a S√≠ria se tornasse um estado secular, as minorias religiosas desfrutam de uma certa liberdade que n√£o √© vista em outros pa√≠ses √°rabes.

Isto trouxe aos crist√£os uma situa√ß√£o durante os protestos anti-governamentais, apoiados pelos sunitas, iniciados em mar√ßo de 2011. Para eles, o regime de Assad trouxe a liberdade e a estabilidade para outras religi√Ķes.

Por serem minoria no pa√≠s, n√£o temem ataques terroristas, atentados e assassinatos. Com o n√ļmero da oposi√ß√£o crescendo para mais liberdade √† ren√ļncia de Assad, os crist√£os t√™m medo de perder a mesma. Eles temem que um outro governo possa ser menos tolerante com eles. Muitos crist√£os se mantiveram em sil√™ncio nos √ļltimos onze meses, nem dando apoio aos manifestantes, nem para o governo.

"Como cristãos e alauítas são vistos como partidários do governo porque não participaram dos protestos, eles podem ser escolhidos como alvo de violência. Cristãos em geral parecem estar preocupados com o que poderia acontecer à sua minoria na Síria se Assad for derrubado e, por exemplo islamitas tomarem o poder ", diz o trabalhador do Portas Abertas.

Assad √© internacionalmente criticado por resposta militar aos protestos que no in√≠cio eram pac√≠ficos. Por causa da repress√£o cont√≠nua sobre os protestos, h√° um boicote internacional no lugar certo agora. Dentro de S√≠ria, o governo central tentou tomar o poder novamente. Os √ļltimos dias t√™m sido de muita luta em Homs. √Č dif√≠cil obter informa√ß√Ķes objetivas da cidade sobre a real situa√ß√£o.

Um problema urgente no pa√≠s √© a quest√£o das viagens l√° dentro. As pessoas ficam em suas cidades por causa de gangues que dominam as estradas fora delas. Viajar n√£o √© seguro por causa de assaltos e seq√ľestros de grupos criminosos ao longo das estradas. Por causa do boicote h√° uma falta de todo o tipo de artigos.

"Alguns crist√£os deixaram a S√≠ria por causa da situa√ß√£o", o trabalhador Portas Abertas continua. "Mas n√£o em grande n√ļmero ainda. Os √ļnicos a sair s√£o principalmente aqueles que t√™m possibilidades f√°ceis para deixar o lugar, como passaporte de casal ou fam√≠lia no exterior‚ÄĚ.

Fonte: Miss√£o Portas Abertas