Ci√™ncia & Sa√ļde: Caminhar uma hora por dia reduz fator gen√©tico da obesidade

Postado em: 15-03-2012 O sedentarismo amplia a predisposi√ß√£o gen√©tica para a obesidade, mas √© poss√≠vel reduzir seus efeitos √† metade caminhando a um ritmo constante durante uma hora por dia, revela um estudo apresentado na √ļltima quarta-feira (14) nos Estados Unidos.

"Nossa pesquisa mostra que caminhar em um bom ritmo diariamente reduz a influência genética na obesidade, o que se traduz pela queda à metade do índice de massa corporal (IMC)", assinalaram os pesquisadores.

O trabalho foi apresentado na conferência sobre nutrição, atividade física e metabolismo (EPI/NPAM, na sigla em inglês), organizada pela Associação Americana do Coração (AHA) reunida nesta semana em San Diego, Califórnia (oeste).

J√° um estilo de vida sedent√°rio, marcado pelo ato de ver televis√£o quatro horas por dia, aumenta a influ√™ncia dos genes sobre o tamanho da cintura e faz subir 50% o √ćndice de Massa Corporal (peso dividido pela altura ao quadrado)", acrescentaram os especialistas, em um comunicado.

Uma pessoa com um IMC de 30 ou mais é considerada obesa.

Participaram do estudo 7.740 mulheres e 4.564 homens. Os cientistas colheram dados sobre a atividade f√≠sica dos participantes e as horas dedicadas a ver televis√£o durante dois anos antes de avaliar o √ćndice de Massa Corporal.

O efeito da predisposi√ß√£o gen√©tica √† obesidade foi calculado com base em 32 varia√ß√Ķes gen√©ticas que influenciariam o aumento de peso.

Cada uma destas variantes gen√©ticas que predisp√Ķem √† obesidade podem aumentar o √ćndice de Massa Corporal 0,13 kg/m2, segundo os especialistas, entre eles Qibin Qi, da Escola de Sa√ļde P√ļblica da Universidade de Harvard em Boston (Massachusetts, nordeste).

No entanto, este efeito pode ser reduzido nos indivíduos que realizam mais atividade física, em comparação aos que se movem menos, com perdas de 0,15 kg/m2 e 0,08 kg/m2.

Do mesmo modo, o efeito genético do sedentarismo sobre o IMC foi mais pronunciado entre os participantes que passaram 40 horas por semana vendo televisão, em comparação aos que dedicam a essa atividade uma hora ou menos. Os primeiros aumentaram 0,34 kg/m2 de IMC contra 0,08 kg/m2 para os segundos.

Segundo os autores do estudo, o americano médio vê televisão de quatro a seis horas por dia.

Os testes gen√©ticos para determinar se uma pessoa √© portadora das varia√ß√Ķes que predisp√Ķem √† obesidade, no entanto, ainda n√£o est√£o dispon√≠veis ao p√ļblico e os cientistas aconselham aos m√©dicos perguntar a seus pacientes se t√™m antecedentes familiares.

Fonte: UOL