Ci√™ncia & Sa√ļde: Considerado menor beb√™ nascido vivo no pa√≠s, menina que nasceu com 360 gramas tem alta em MG

Postado em: 03-05-2012 Recebeu alta nesta quarta-feira (2), em hospital de Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, uma menina nascida com apenas 360 gramas e considerada o menor bebê que sobreviveu após parto prematuro com esse peso já registrado no país.

Carolina foi internada no dia 16 de novembro do ano passado, quando nasceu prematuramente com apenas 6 meses de gestação e 27 centímetros. Hoje, ela está com três quilos e trezentos gramas.

A sobrevivência da menina foi considerada um caso raro na medicina pelos especialistas que a acompanharam durante a internação.

Imagem redimensionadaDe acordo com Marcos Januzzo, chefe da maternidade do Hospital Vila da Serra, n√£o h√° registro de caso semelhante no Brasil. Segundo o especialista, beb√™s nessas condi√ß√Ķes s√£o suscet√≠veis a doen√ßas como hemorragias cerebrais, m√° forma√ß√£o dos pulm√Ķes, complica√ß√Ķes intestinais, por exemplo.

De acordo com o médico, ainda não há como precisar se a pequena Carolina terá sequelas. O desenvolvimento dela será monitorado.

Parto prematuro

A crian√ßa precisou ser retirada do √ļtero da m√£e, Alexandra Terzis, 32, que desenvolveu quadro de ecl√Ęmpsia e convuls√£o, evoluindo para uma crise hipertensiva.

Segundo ela, a gravidez estava inalterada até a 24ª semana, quando começou a passar mal. Emocionada, ela relembra que somente viu a filha cinco dias após o parto.

‚ÄúEstavam me poupando de v√™-la porque ela era muito pequena e tinha poucas chances de sobreviver‚ÄĚ, contou.

A mulher, mais aliviada, classificou a filha de ‚Äúguerreira‚ÄĚ.

Ela e o marido não permitiram fotos da criança durante a entrevista coletiva que foi dada no hospital em razão da alta da menina.

Moradores do bairro Mangabeiras, regi√£o centro-sul da capital mineira, os pais precisaram fazer algumas adapta√ß√Ķes no quarto da menina, que ainda vai precisar de receber oxig√™nio.

A crian√ßa n√£o poder√° receber visitas de parentes, por enquanto, por conta do risco de infec√ß√Ķes, informaram os pais.

Fonte: UOL