Ci√™ncia & Sa√ļde: T√©cnica uruguaia promete revelar sexo do beb√™ antes da 7¬™ semana

Postado em: 23-08-2013 Um laboratório uruguaio oferece a seus clientes a possibilidade de identificar o sexo do bebê antes da sétima semana de gestação, técnica que promete diminuir a impaciência de futuros pais e que o país espera exportar no futuro em um simples kit.



O método se chama "Menina ou Menino" e foi desenvolvido pela empresa ATGen, explicou nesta quinta-feira (22) à Agência Efe o gerente operacional da companhia, Fabrício Sarlos.

Após um ano e meio de estudos, os pesquisadores da ATGen criaram um método que é simples e rápido: a partir de um exame de sangue comum da mãe e a partir do estudo do DNA da amostra se obtém a informação genética para saber o sexo do bebê.

"O que fazemos é extrair o DNA desse sangue e o processamos com a técnica PCR (reação em cadeia da polimerase), que permite basicamente detectar quantidades mínimas de material genético do feto que circula pelo sistema materno", explicou Sarlos.

Segundo o executivo, de acordo com estudos publicados em revistas especializadas, "já se sabe há anos que existe DNA fetal no sangue da mãe, pelo menos em 5% e até em 10% dele", mas o segredo do procedimento é como isolá-lo.

Para comprovar a efic√°cia do produto, a ATGen fez "um estudo durante o segundo semestre de 2012 e os primeiros dois meses deste ano com 300 volunt√°rias".

O resultado não poderia ser melhor: 99,13% de confiabilidade no diagnóstico, uma porcentagem muito alta em comparação com outros métodos com os quais também é possível conhecer o sexo do bebê, como a translucência nucal, a popular ultrassonografia (realizada na 12ª semana de gestação e que também serve para descartar síndromes e doenças).

Sarlos ressaltou que o m√©todo "Menina ou Menino", al√©m de ser mais r√°pido (o resultado sai em quatro dias), √© menos invasivo e arriscado que a amniocentese ou a pesquisa das vilosidades cori√īnicas, que apesar de terem a finalidade de descartar doen√ßas gen√©ticas e m√°s-forma√ß√Ķes tamb√©m revelam o sexo do beb√™.

A ATGen √© uma empresa de tecnologia fundada no in√≠cio do s√©culo na Faculdade de Ci√™ncias da Universidade da Rep√ļblica, a partir da colabora√ß√£o entre professores e alunos. Em 2005, a companhia se desvinculou desta institui√ß√£o e foi adquirida pelo grupo farmac√™utico uruguaio Laborat√≥rios Celsius, come√ßando a vender servi√ßos e kits de biologia molecular em humanos.

O lan√ßamento oficial de "Menino ou Menina" foi em 23 de julho, mas a empresa s√≥ come√ßar√° a vender o produto agora, por um valor de US$ 100. "Por enquanto tem sa√≠do bem, foi feito em 60 mulheres", um n√ļmero significativo para um pa√≠s como o Uruguai, de apenas 3,3 milh√Ķes de habitantes.

A companhia pretende exportar essa técnica em forma de kit para outros países, após descartar a possibilidade de receber amostras estrangeiras para serem processadas no Uruguai. "Mandar sangue por correio não é fácil", argumentou.

Em 2011, a revista americana especializada JAMA publicou um estudo baseado em 57 pesquisas que demonstrou que as análises feitas para determinar o sexo do feto realizadas com amostras de sangue da mãe após sete semanas de gravidez são confiáveis.

Brasil, Espanha, Estados Unidos e México já realizaram experiências similares bem sucedidas, reconhece Sarlos, mas ainda há mercado potencial, sobretudo na América do Sul, espera o diretor.

"Qu√£o importante pode ser saber o sexo do beb√™? √Č importante porque se cria um v√≠nculo muito diferente com algu√©m a quem se pode nomear e imaginar de maneira muito mais clara. E ser homem ou mulher √© uma das primeiras coisas que nos diferencia como humanos", concluiu.

Fonte: EFE