Ci√™ncia & Sa√ļde: Transplantes de medula podem ter risco de morte zero em breve

Postado em: 11-08-2016

Transplantes de medula √≥ssea que n√£o requerem sess√Ķes de quimioterapia perigosas e frequentemente t√≥xicas poderiam ser poss√≠veis em breve, disseram pesquisadores dos Estados Unidos na quarta-feira, ap√≥s terem tido sucesso em experi√™ncias com ratos.

O m√©todo desenvolvido por uma equipe de cientistas da Universidade de Stanford imita a abordagem usada na imunoterapia, na qual pacientes com c√Ęncer s√£o submetidos a um tratamento que treina seu sistema imunol√≥gico para atacar c√©lulas tumorais.

Se funcionar em humanos, o m√©todo pode ajudar a aperfei√ßoar tratamentos para l√ļpus, diabetes juvenil, esclerose m√ļltipla, em transplantes de √≥rg√£os e at√© mesmo c√Ęncer.

"Não há quase nenhuma categoria de doença ou transplante de órgão que não seja impactada por esta pesquisa", disse Irving Weissman, professor de patologia e de biologia do desenvolvimento em Stanford e coautor do artigo publicado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Atualmente, qualquer paciente que recebe um transplante de medula óssea - também conhecido como transplante de células estaminais - deve ser submetido a quimioterapia ou radioterapia para matar sua própria população de células estaminais do sangue antes.

Isso faz com que a operação seja perigosa e até fatal para até um em cada cinco pacientes. Danos em órgãos, nervos e cerebrais também podem ocorrer.

Assim, os pesquisadores desenvolveram uma nova abordagem que inclui agentes de anticorpos e biológicos que ajudaram o próprio sistema imunológico dos ratos a destruir suas células-tronco do sangue, abrindo caminho para as células transplantadas de um doador.

"Se isso funcionar em humanos como funcionou com os camundongos, seria de esperar que o risco de morte por transplante de células estaminais do sangue cairia de 20% para efetivamente zero", disse a autora sênior do estudo, Judith Shizuru, professora de medicina na Universidade de Stanford.

Estão previstas pesquisas sobre o método em humanos.

Fonte: AFP