Missões: Cristão é condenado a 5 anos de prisão por criticar o islamismo no Facebook

Postado em: 09-09-2016 Imagem redimensionada

Um homem cristão foi condenado a cinco anos de prisão na Argélia por “blasfemar” o islamismo e o profeta Maomé, em um post publicado por ele nas redes sociais.

Bouhafs Slimani, de 49 anos, é convertido ao cristianismo desde 1997. Ele foi preso em julho no país africano por dizer no Facebook que “a luz de Jesus supera a mentira do Islã e seu profeta”. Junto com a mensagem, ele publicou a foto de um civil sendo morto por um terrorista islâmico, informa o site World Watch Monitor.

Na Argélia, um país muçulmano conservador, o código penal para a "blasfêmia" prevê uma pena de três a cinco anos de prisão, juntamente com uma pesada multa contra as pessoas que insultam Maomé e o islamismo.

Larbi, filho de Bouhafs, de 27 anos, participou da sessão de julgamento, concluída no início da semana. "O tribunal condenou meu pai em pena máxima. Eu qualifico que o delito de opinião importa, porque meu pai estava expressando suas ideias e difundindo suas visões políticas nas redes sociais, como sempre tem feito em outros lugares. É um ataque à liberdade de expressão, porque, na minha opinião, tudo está sujeito a críticas, mesmo as religiões".

A família de Bouhafs manifestou grande preocupação com a sua prisão, pois ele tem problemas de saúde que podem se deteriorar no local. De acordo com sua filha, ele sofre de reumatismo inflamatório, uma doença que se intensifica sob situações de estresse. "Ele precisa seguir uma dieta especial", disse ela.

Segundo uma fonte anônima, Bouhafa foi alvejado pelo governo por causa de seu ativismo político e sua pena máxima foi "severa em vista de infrações menores". Comentários desse tipo nas redes sociais são comuns na Argélia, acrescentou a fonte.

O advogado da Igreja Protestante da Argélia vai apresentar um recurso do veredicto.

A Argélia é o 37º país que mais persegue cristãos no mundo, segundo classificação feita pela organização Portas Abertas. A nação proíbe que seus residentes promovam reuniões públicas que pratiquem uma fé diferente do Islã.

"Nós cremos que este momento só vai aprofundar e fortalecer a fé de Bouhafs em Jesus. A Igreja Protestante da Argélia e uma organização de direitos humanos do país estão trabalhando duro para ver as coisas erradas se tornando certas", disse a Portas Abertas.

Fonte: Guia-me