Ci√™ncia & Sa√ļde: Mortalidade infantil atinge o menor n√≠vel em 50 anos, aponta IBGE

Postado em: 24-11-2016 Imagem redimensionada

A mortalidade de crian√ßas menores de um ano de idade, importante indicador de desenvolvimento social de um pa√≠s, vem em escala decrescente no Brasil e atingiu seu menor n√≠vel nos √ļltimos 50 anos.

Em 2015, a morte de bebês menores de um ano de idade representou 2,5% de todos os óbitos do país. Dez anos antes, em 2005, esse percentual era de 4%. Há 52 anos, em 1974, a morte de bebês com essas características chegava a 28% do total.

Se consideradas crianças menores de cinco anos de idade, a taxa aumentava ainda mais, para 35,6%. Os dados fazem parte da Estatística de Registro Civil, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O instituto divulga os dados anualmente e a série histórica começa em 1974.

Segundo a pesquisa, 31.160 crian√ßas menores de um ano morreram em 2015 no pa√≠s. O total representou queda de 21,9% em rela√ß√£o ao apurado dez anos antes, de 39.921. A pesquisa lista alguns fatores que ajudaram na queda do indicador, todos relacionados √† melhora da qualidade de vida e a amplia√ß√£o ao acesso a servi√ßos b√°sicos e de sa√ļde no pa√≠s.

Houve, segundo o IBGE, "aumento da escolaridade feminina, a eleva√ß√£o do percentual de domic√≠lios com saneamento b√°sico adequado (esgotamento sanit√°rio, √°gua pot√°vel e coleta de lixo), al√©m do maior acesso da popula√ß√£o aos servi√ßos de sa√ļde".

Segundo o instituto, houve ainda "relativa melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos nascidos".

"Enfim, diversas a√ß√Ķes advindas n√£o somente das esferas governamentais, mas tamb√©m de entidades privadas e organiza√ß√Ķes sociais, foram conduzidas com o prop√≥sito de reduzir a mortalidade infantil e infantojuvenil", explica a pesquisa.

MÃES

O estudo mostrou ainda que houve melhora na idade com que as mães têm filhos. As mulheres estão sendo mães mais tarde do que eram em 2005. De acordo com o IBGE, 25,14% dos nascimentos no país em 2015 eram de mães entre 20 e 24 anos de idade. Há dez anos, esse percentual era de 30,9%.

Na outra ponta, houve aumento das mulheres que optaram por ter seus filhos em fase mais adiantada da vida. O instituto registrou aumento na fatia dos nascimentos de m√£es com 30 e 34 anos (20,3% do total) e de 35 a 39 anos (10,5%). Em 2015, esses percentuais eram, respectivamente, de 15% e 7%.

Fonte: Folha de S√£o Paulo