Ci√™ncia & Sa√ļde: Cientistas veem rela√ß√£o entre depila√ß√£o √≠ntima e maior incid√™ncia de DSTs

Postado em: 08-12-2016

As pessoas que se depilam ou raspam os pelos p√ļbicos sofrem com maior frequ√™ncia de doen√ßas sexualmente transmiss√≠veis (DSTs), destacou um estudo publicado nesta ter√ßa-feira, uma tese que, no entanto, n√£o estabelece uma rela√ß√£o causa-efeito.

Imagem redimensionadaSegundo uma pesquisa realizada com cerca de 7.500 pessoas de entre 18 e 65 anos nos Estados Unidos, os participantes que haviam depilado a região genital tinham uma incidência mais alta de doenças sexualmente transmissíveis como herpes, sífilis ou clamídia.

Os resultados da pesquisa foram ajustados para levar em conta as diferenças em relação à idade e à quantidade de parceiros sexuais dos pesquisados, informou o artigo, publicado na revista especializada Sexually Transmitted Infections.

Dos participantes, 74% declararam ter raspado ou depilado os pelos p√ļbicos (84% mulheres e 66% homens).

Depois, os pesquisadores estabeleceram subcategorias para dividir as pessoas entre as que se depilavam mais de 11 vezes em um ano, as que faziam isso quase diariamente ou de forma semanal e as adeptas ocasionais.

Se a prevalência de DSTs foi de 13% entre os participantes do estudo, a incidência era de 8% entre as pessoas que nunca depilaram a região, enquanto as que fizeram isso ao menos uma vez tinham uma taxa de infecção de 14%.

Por sua vez, os adeptos à depilação integral tinham uma incidência de 18%.

Não é possível explicar causa

A pesquisa se baseou em uma an√°lise realizada pela consultora GfK em janeiro de 2014. No entanto, os autores do artigo reconheceram que n√£o √© poss√≠vel estabelecer uma correla√ß√£o de causa-efeito entre os dois fen√īmenos.

Uma hipótese "plausível" para explicar a relação podem ser os micro-cortes na pele, que favorecem a entrada de vírus e bactérias, indicaram os pesquisadores.

Outra possibilidade √© que os que s√£o adeptos da depila√ß√£o de suas regi√Ķes √≠ntimas t√™m a tend√™ncia de ter comportamentos sexuais de risco, acrescentaram.

Se esta √ļltima cogita√ß√£o for correta, uma possibilidade pode ser realizar campanhas de preven√ß√£o para alertar as pessoas para que esperem que sua pele tenha cicatrizado da depila√ß√£o antes de ter rela√ß√Ķes sexuais, indicaram os autores.

Fonte: AFP