Ci√™ncia & Sa√ļde: 60% das pessoas no mundo gastam mais de 3 horas sentadas diariamente

Postado em: 28-12-2016 Imagem redimensionada

Voc√™ que passa horas e horas no escrit√≥rio, sentada, em geral, na frente de um computador e se esque√ßa de dar uma ‚Äúlevantadinha‚ÄĚ vai se assustar. E talvez mudar de h√°bito. Jovens pesquisadores brasileiros fizeram uma interessante an√°lise do impacto da pr√°tica de ficar sentada sobre todas as causas de mortalidade.

A conclus√£o do estudo mostra que permanecer sentado muito tempo pode aumentar o risco de morrer prematuramente, enquanto a substitui√ß√£o do tempo sentado pela posi√ß√£o de p√© ou pela atividade f√≠sica moderada pode neutralizar este efeito. Parta chegar a estas afirma√ß√Ķes os pesquisadores usaram dados de pesquisas de 54 pa√≠ses, analisando tempo gasto sentado por mais de tr√™s horas por dia, juntamente com dados sobre o tamanho da popula√ß√£o, tabelas atuariais e mortes globais. O estudo foi publicado no ‚ÄúAmerican Journal of Preventive Medicine‚ÄĚ.

Os resultados mais expressivos mostram que mais de 60 por cento das pessoas, em todo o mundo, gastam mais de três horas por dia, sentadas. Segundo os autores o tempo sentado contribuiu para 433.000 mortes entre 2002 e 2011. Um dado foi a estimativa do tempo médio que as pessoas passam sentadas entre os países: 4,7 horas por dia. A redução deste tempo a metade iria resultar numa queda de 2.3% em todas as causas de mortalidade.

A associação entre o tempo gasto sentado e mortalidade já foi encontrada em outros estudos, sendo que a relação persiste mesmo após a contabilização de outro exercício físico. Embora seja difícil estabelecer relação de causalidade entre ficar sentado e morte por qualquer causa, a associação é evidente.

Antes que os cientistas descubram fica uma sugest√£o para homens e mulheres que passam uma eternidade sobre cadeiras: levantem-se, nem que seja de vez em quando. Em vez de manter a garrafa de √°gua na sua mesa, jogue-a fora e v√° tomar √°gua em outro local.

Fonte: Blog do Dr. Alexandre Faisal - UOL