FG News: Jornal 'Washington Post' destaca a crescente influĂȘncia da igreja evangĂ©lica no carnaval

Postado em: 14-02-2017

Com o tĂ­tulo “Menos pele, mais Deus e nenhum racismo: como a esquerda e a direita do Brasil querem mudar carnaval”, o jornal americano 'Washington Post' publicou em seu site uma reportagem sobre as polĂȘmicas da folia deste ano. O artigo repercutiu no exterior, levantando o debate sobre as mudanças de uma das festas mais populares do mundo, como o banimento de marchinhas nos repertĂłrios de blocos de rua e as mudanças na roupa da Globeleza.

Imagem redimensionada“O retrocesso Ă© um sinal da crescente influĂȘncia dos movimentos sociais progressistas do Brasil, que ganharam força e visibilidade no ano passado. Mas, ao mesmo tempo, o poder polĂ­tico no Brasil mudou para os conservadores sociais. Essa mudança pode ser atribuĂ­da em grande parte ao crescente poder, tanto cultural como polĂ­tico, da igreja evangĂ©lica no Brasil. Hoje, quase um quarto dos brasileiros se identifica como evangĂ©lico, acima de 5% em 1970”, diz a reportagem.

O “Washington Post” lembrou ainda que alguns lĂ­deres evangĂ©licos encorajam seus fiĂ©is a simplesmente nĂŁo participar da festa, como o pastor Silas Malafaia, que advertiu em seu site que “este festival da carne traz consigo consequĂȘncias fĂ­sicas, morais e espirituais degradantes”, acrescentando: “Portanto, nĂŁo Ă© apropriado que os cristĂŁos participem”. Citou tambĂ©m o famoso carnaval de rua de Olinda, que ganhou neste ano um “Polo Gospel” e um “Polo LGBT”.

TambĂ©m chamou atenção do jornal americano que, pela primeira vez desde 1991, a Globeleza dançou com roupas tĂ­picas da cultura brasileira, em vez do simples corpo pintado e o tapa-sexo usado nos anos anteriores, o que poderia estar ligado ao crescimento da influĂȘncia conservadora evangĂ©lica no Brasil. “Um nĂșmero crescente de brasileiros vĂȘ a Globeleza como um sĂ­mbolo da objetivação das mulheres”, explicou.

Confira a Ă­ntegra da matĂ©ria, em inglĂȘs, clicando aqui.

Fonte: O Globo