FG News: Igreja Mundial anuncia projetos sociais na Angola, onde é proibida de fazer cultos

Postado em: 13-06-2017

O apóstolo Valdemiro Santiago esteve nesta segunda-feira (12) em Luanda, na Angola, conversando com o governador José Cerqueira sobre os projetos sociais que a Igreja Mundial do Poder de Deus tem para aquele estado.

Imagem redimensionadaEm entrevista aos jornalistas locais, Santiago destacou o papel da igreja em ajudar o Estado a cuidar das pessoas. ‚ÄúNo meu pa√≠s, n√≥s defendemos que a igreja deve ser um bra√ßo do Governo, de maneira que as pessoas possam ser beneficiadas, sempre com a orienta√ß√£o do pr√≥prio Governo. Quem est√° no poder cuida das pessoas‚ÄĚ.

Segundo o Jornal de Angola, a denominação fundada por Santiago ainda não foi legalizada, mas as autoridades estão colaborando para que os processos de legalização aconteçam e a igreja possa funcionar levando a Palavra de Deus aos angolanos.

‚ÄúTemos sido bem recebidos em Angola e surpreende o carinho das autoridades e do povo, isto porque o Governo olha com bons olhos a obra de Deus na igreja, que tamb√©m est√° voltada para o povo. Mas se a igreja trouxer malef√≠cios, o Governo seria o primeiro a acabar com ela‚ÄĚ, disse o ap√≥stolo.

Governo angolano fechou diversas denomina√ß√Ķes brasileiras

A Igreja Mundial chegou a juntar milhares de fi√©is na Angola, mas em 2015 o governo fechou a igreja por funcionar ilegalmente. A explica√ß√£o do governo naquele ano era que a denomina√ß√£o ‚Äún√£o det√©m personalidade jur√≠dica √† luz da lei angolana, n√£o podendo exercer quaisquer direitos e deveres, nos termos da referida lei‚ÄĚ.

O maior motivo para o fechamento das igrejas em Luanda foi a disputa pelo culto mais cheio que aconteceu na virada do ano de 2013 quando a Igreja Mundial e a Igreja Universal do Reino de Deus divulgavam suas vigílias.

Acontece que a vig√≠lia da Igreja Universal atraiu o maior n√ļmero de pessoas que permitia o espa√ßo, causando um tumulto que resultou na morte de 16 pessoas.

Naquela época, seis igrejas evangélicas não reconhecidas pelas autoridades angolanas foram fechadas e impedidas de continuar no país e a Mundial foi uma delas. A Igreja Universal, onde as mortes aconteceram, tem o reconhecimento do Estado, logo não foi impactada pela decisão.

Fonte: JM Notícia