FG News: Igreja de Cassiane e Jairinho tinha aluguel pago com dinheiro desviado, diz MP-SP

Postado em: 16-06-2017 Imagem redimensionada

A Assembleia de Deus Alphaville ou AD Alpha, conhecida por ser a igreja de Cassiane e Jairinho teve seu nome envolvido numa den√ļncia do Minist√©rio P√ļblico do Estado de S√£o Paulo (MPSP).

A Justi√ßa decretou a pris√£o preventiva de dois r√©us pelos crimes de peculato, organiza√ß√£o criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a sa√ļde p√ļblica do munic√≠pio de Cajamar. A den√ļncia foi oferecida pela promotora de Justi√ßa Tha√≠s de Almeida Smanio.

Os crimes aconteceram quando Luiz Teixeira da Silva Junior atuava como procurador e representante Federa√ß√£o Nacional das Entidades Sociais e Comunit√°rias (Fenaesc), contratada pelo munic√≠pio de Cajamar para gerir o Hospital Municipal Enfermeiro Ant√īnio Policarpo de Oliveira. Silva Junior contratou sua esposa, Liliane Bernardo Rios da Silva, para a diretoria financeira da federa√ß√£o com remunera√ß√£o mensal de R$ 14 mil, embora ela nunca tenha exercido de fato essa fun√ß√£o.

O r√©u firmou contrato de presta√ß√£o de servi√ßos m√©dicos com a empresa Nossa Senhora do Livramento Remo√ß√Ķes Ltda., criada e registrada em nome de ‚Äúlaranjas‚ÄĚ. Quem realmente administrava a empresa eram Silva Junior e Liliane, com o objetivo de dissimular as movimenta√ß√Ķes financeiras e encobrir a origem e destina√ß√£o das quantias desviadas. Mensalmente eram repassadas quantias vultosas da conta da federa√ß√£o para a conta da empresa para o pagamento dos m√©dicos contratados.

O casal ordenava aos funcionários do setor financeiro da Fenaesc que elaborassem notas fiscais para pagamento dos médicos com valor superfaturado. Desta forma, o valor que constava nas notas era repassado da federação para a Livramento e a diferença era desviada para as contas particulares dos réus. Os desvios ocorreram pelo menos 108 vezes.

A investigação revelou que SIlva Junior e Liliane usavam o dinheiro para o pagamento do aluguel da igreja que frequentavam, a AD Alpha, através da empresa Interunion, no valor de R$ 70 mil mensais. Eram feitos, ainda, pagamentos mensais para a matriz da Fenaesc, que na realidade eram destinados à empresa pertencente Luiz Cesar Piedade Novaes, diretor estatutário da federação e um dos denunciados pela promotora de Justiça.

Outro r√©u √© Leonardo Deruiche Martins, respons√°vel por falsificar documentos, como notas fiscais e declara√ß√Ķes. Ele √© dono de um jornal e de uma revista de Cajamar e foi contratado por Teixeira para prestar servi√ßos de comunica√ß√£o.

At√© o momento a lideran√ßa da igreja AD Alpha n√£o se manifestou sobre as den√ļncias.

Fonte: Site do Minist√©rio P√ļblico do Estado de S√£o Paulo