FG News: Novas testemunhas no caso do padre acusado em Sinop

Postado em: 12-01-2008 Duas novas testemunhas serão arroladas no inquérito policial que investiga a possível prática de crime de corrupção de menor imputada ao padre Jair Antonio Todescatt, da paróquia São Cristóvão, em Sinop, contra uma adolescente de 15 anos.

A manifesta√ß√£o do Minist√©rio P√ļblico Estadual (MPE) √© para que outros dois padres tamb√©m sejam ouvidos como testemunha a fim de ‚Äúcomplementa√ß√£o das investiga√ß√Ķes‚ÄĚ. A promotora Marise Rabaioli ainda solicitou o n√ļmero do telefone celular usado pelo padre na √©poca dos fatos para ‚Äúposs√≠vel quebra de sigilo telef√īnico‚ÄĚ, uma vez que a v√≠tima afirma que as investidas do acusado e os encontros entre os dois eram marcados pelo telefone.

O inquérito foi instaurado no dia 6 de novembro de 2007, quando o pai da menor fez representação do crime junto à Delegacia Municipal. Já foram ouvidas diversas testemunhas, entre familiares e amigas da garota e amigos da família da vítima. Todos confirmaram o envolvimento amoroso e sexual entre o sacerdote e a menor e desmentiram a versão do padre, de que a garota o teria procurado para falar de problemas familiares, pelos quais estaria passando. O padre, que tem 37 anos e há oito cumpre o sacerdócio, dos quais quatro atuantes em Sinop, em depoimento no dia 22 de novembro do ano passado manteve a versão contada em entrevista ao Diário e nega ter mantido qualquer relação com a jovem.

Por√©m a v√≠tima tamb√©m prestou depoimento e contou em detalhes como o padre a teria seduzido e os dois mantiveram um romance por cerca de dois meses. Ela confirmou que no in√≠cio do ano de 2007 o padre pediu o endere√ßo eletr√īnico da garota para que ambos mantivessem contato via internet e que posterior a isso os dois conversavam todas as noites. ‚ÄúEle sempre me elogiava, dizia que eu era bonita at√© que um dia disse que queria ‚Äúficar‚ÄĚ comigo. Depois disso fiquei chocada e n√£o falei com ele por uns 15 dias. At√© que ele conseguiu o n√ļmero do meu celular e come√ßou a ligar sempre. Dizia que estava apaixonado e que quando eu fizesse 18 anos ele deixaria o celibato e nos casar√≠amos. At√© que cedi √†s investidas e me apaixonei por ele‚ÄĚ. A v√≠tima afirmou ainda que ap√≥s isso eles sempre se encontravam e mantinham car√≠cias e que no dia 10 de agosto manteve rela√ß√£o sexual pela primeira vez com o acusado. ‚ÄúDepois tivemos rela√ß√£o mais umas cinco vezes, sempre √†s escondidas, altas horas da noite, na casa dele‚ÄĚ.

Fonte: Di√°rio de Cuiab√°