FG News: Juiz pode decidir hoje pela pris√£o de pastores da Igreja Universal

Postado em: 13-02-2008 O pedido de prisão preventiva de dois pastores da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados de envolvimento na morte de um adolescente, em Salvador (BA), foi apresentado na semana passada pelo promotor de Justiça e chegou ao juiz que deve avaliar o pedido nas próximas horas.

Apresentado na quinta-feira, pelo promotor de Justi√ßa Davi Gallo Barouh, o pedido de pris√£o preventiva dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda chegou ontem √†s m√£os do juiz Vilebaldo Jos√© de Freitas, titular da 2¬™ Vara de J√ļri de Salvador, e deve ser avaliado nas pr√≥ximas horas.

Denunciados pelo Minist√©rio P√ļblico, os dois religiosos s√£o acusados de envolvimento na morte do adolescente Lucas Vargas Terra, 14 anos, assassinado em mar√ßo de 2001. Tamb√©m acusado pelo crime, o pastor auxiliar S√≠lvio Galiza cumpre pena no Complexo Penitenci√°rio do Estado, no bairro de Mata Escura.

Autor da den√ļncia, o promotor alerta sobre a possibilidade de evas√£o dos acusados, que deixaram o estado quando passaram a ser investigados pelo crime e ‚Äúpraticam grande rotatividade de domic√≠lios por todo o Brasil e exterior‚ÄĚ. Informa√ß√Ķes n√£o confirmadas d√£o conta que atualmente Joel estaria residindo no interior do Par√° e Fernando na capital de Pernambuco. Justamente por essa mobilidade, Gallo requer √† Justi√ßa a apreens√£o dos passaportes dos religiosos, evitando que eles deixem o pa√≠s.

Baseada em declara√ß√Ķes do ex-pastor auxiliar Galiza, a den√ļncia do MP relata que Lucas Terra foi morto no dia 21 de mar√ßo de 2001, por volta das 22h, dentro do templo Iurd, da Rua Jo√£o Gomes, s/n, bairro do Rio Vermelho. Al√©m do pr√≥prio Galiza, Fernando e Joel Miranda teriam assassinado o menino, cujo corpo foi depois incendiado e abandonado em um terreno baldio na Avenida Vasco da Gama. ‚ÄúO crime foi praticado com requintes de crueldade‚ÄĚ, enfatiza o documento do MP, justificando a necessidade de pris√£o dos acusados, como forma de ‚Äúfazer cessar a impunidade‚ÄĚ, ressalta Gallo.

Incans√°vel na luta pela puni√ß√£o dos criminosos, o ex-empres√°rio Jos√© Carlos Terra, pai da v√≠tima, empreende uma esp√©cie de peregrina√ß√£o mundo afora denunciando o crime e se encontra em Bonn, na Alemanha, sede da Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas (ONU), exatamente em busca de apoio √† sua luta.

De acordo com o advogado Osvaldo Emanuel Alves, assistente de acusação no caso, as viagens são custeadas por organismos internacionais envolvidos nas causas dos direitos humanos. Seu retorno a Salvador deve acontecer até o final da semana.

Fonte: Correio da Bahia