FG News: Igreja evangélica Maná pode reabrir em Angola se cumprir lei

Postado em: 29-02-2008 A Igreja evangélica Maná em Angola, ilegalizada no fim de janeiro por decreto-lei do Ministério angolano da Justiça, pode reabrir as portas aos fiéis se "reunir os pressupostos legais" e requerer novamente o reconhecimento oficial.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo ministro da Justiça, Manuel Aragão, após uma reunião com deputados da Comissão de Assuntos Religiosos do Parlamento angolano.

O ministro deixou, no entanto, a advert√™ncia de que a resposta de reconhecimento n√£o √© obrigatoriamente favor√°vel, dependendo se o requerimento ao Estado angolano cumpre os dispositivos legais aplic√°veis segundo a Lei N¬ļ 2/04, da Liberdade de Consci√™ncia, de Culto e de Religi√£o.

A igreja teve suas atividades proibidas em Angola, no final de janeiro, por suposta viola√ß√£o da lei e da ordem p√ļblica, segundo um decreto-lei publicado em Di√°rio da Rep√ļblica.

Igreja

Com cerca de 800 mil fiéis em Angola e mais de 500 casas e templos em nove províncias, a Igreja Maná tem origem em Portugal. A entidade foi criada em 1984, em Lisboa, pelo "apóstolo" Jorge Tadeu.

O Di√°rio da Rep√ļblica sustenta a decis√£o de revoga√ß√£o do reconhecimento oficial desta igreja com a conclus√£o de um processo instaurado pelo Minist√©rio da Justi√ßa em que foram detectadas "viola√ß√Ķes sistem√°ticas" da lei angolana e da ordem p√ļblica.

Uma das pol√™micas em que a Igreja Man√° se envolveu aconteceu em maio de 2007, quando o bispo Jos√© Lu√≠s Gamb√īa foi suspenso por supostos desvios de fundos que teriam sido doados pela petrol√≠fera Sonangol, com o objetivo de construir uma escola.

O ministro Manuel Arag√£o lembrou que o processo provocou o encerramento da Igreja Man√° deve ser visto √† luz de uma decis√£o de um Estado laico e como um sinal de que todas as institui√ß√Ķes devem cumprir a lei, ressaltando que o poder encara todas as religi√Ķes como "parceiras" para o bem estar do povo.

No encontro dos deputados com o governo, algumas das quest√Ķes em debate evidenciaram o fato de v√°rias confiss√Ķes religiosas estarem em exerc√≠cio duvidoso em rela√ß√£o √† arrecada√ß√£o de fundos e n√£o cumprem os requisitos legais, incluindo na transfer√™ncia de verbas para o exterior.

Fonte: Lusa