Centenas de fiéis de uma pequena cidade do sudoeste da França fizeram uma ‘greve de missa’ para apoiar o padre Leon Laclau, destituído semana passada por viver maritalmente há mais de 20 anos com uma viúva, mãe de três filhos maiores de idade.

Os 400 paroquianos se reuniram domingo em frente à igreja de Saint Martin, na aldeia de Asson, mas não foram à missa celebrada pelo padre superior, que assinou junto com o bispo de Bayonne (sudoeste) a punição infligida ao sacerdote.

A relação de Laclau com a mulher, Marga, era conhecida e aceita nesta aldeia de 1.600 habitantes, situada a 30 km do santuário da Virgem de Lourdes, segundo seus defensores.

Sua situação “não incomodava ninguém”, comentou um morador, Yves, de 59 anos, que considerava o casal “bem integrado à vida” de Asson.

O arcebispado anunciou ter tomado “a decisão necessária”. O “comportamento público do padre não coincidia com seus próprios compromissos” religiosos, afirmou o bispo de Bayonne, padre Molières.

A hierarquia religiosa da região havia advertido antes ao interessado “oralmente e por escrito” de que sua situação feria a condição de celibato exigida pela Igreja, e decidiu primeiramente dar-lhe um outro destino, enviando-o à Costa do Marfim, mas o padre Laclau rejeitou a proposta da congregação do Sagrado Coração de Jesus, pelo que acabou, então, destituído.

“Longe de me afastar da minha missão de sacerdote, Marga me apoiou e incentivou com seu entusiasmo, sua visão do mundo, da Igreja e da fé”, escreveu o religioso em texto distribuído aos fiéis de Asson.

Fonte: Yahoo! Notícias