Bandeira da Nigéria
Bandeira da Nigéria

Radicais muçulmanos de etnia Fulani incendiaram as casas de pelo menos 12 famílias cristãs na Nigéria Central e deixaram vários mortos na aldeia. As informações é de um pastor evangélico que atua na região.

O reverendo Biri Gado informou à ONG International Christian Concern, que tem sua sede nos Estados Unidos, que os extremistas atacaram a aldeia de Zanwra e deixou cerca de 17 casas danificadas.

Embora Biri Gado soubesse de apenas 17 casas queimadas, ele disse que outras residências poderiam ter sido prejudicadas. Dos 17 lares, 12 pertenciam a membros da igreja do reverendo.

A Morning Star News informou que o total de casas queimadas na aldeia de Zanwra é de 50 e também informa que o prédio da igreja das comunidades foi parcialmente queimado.

O ataque na aldeia aconteceu exatamente um dia depois que um extremista muçulmano matou um membro da igreja do reverendo Biri Gado. Sua congregação é declaradamente evangélica e por isso visada pelos agressores.

Violência

No dia do ataque, Biri Gado explicou que o muçulmano também matou um motorista de ônibus e outros dois que estavam passando na proximidade. O ataque às casas ocorreu logo após a cerimônia de enterro do membro da igreja que foi morto no dia anterior.

Os militantes Fulani começaram a se reunir em grupos ao redor da aldeia às duas horas da tarde, o que fez com que um grupo de jovens da comunidade formasse uma linha de defesa.

“Então, mais tarde, eles começaram a trocar tiros, os Fulanis e os jovens. Por volta das quatro da manhã a situação piorou. “Estava ficando assustador, então eu tive que sair. Vi os Fulani perseguindo esses jovens que corriam em minha direção. Eu até chamei o presidente da juventude, dizendo-lhe que precisamos de mais pessoas na segurança”.

Biri Gado disse ao presidente que, se a comunidade não recebesse ajuda, os edifícios seriam queimados. Embora haja um ponto de controle militar localizado a mais de uma milha da vila de Zanwra, nenhuma ajuda militar foi providenciada.

“Ele tentou chegar até a segurança, mas não houve resposta”, disse. Segundo o reverendo, os agentes de segurança afirmam que foram “mantidos lá para o ponto de controle”. Além disso, eles sequer pediram ajuda para impedir o ataque dos Fulanis na cidade. “No que está provando ser um problema comum, os militares são informados para não ajudar ou simplesmente não se importarem”.

Idoso morto

De acordo com Morning Star News, oito pessoas foram mortas pelos muçulmanos na aldeia de Zanwra. Um ancião de 60 anos da igreja de Biri Gado, chamado James Nengwe, é uma das vítimas.

“Ele estava a caminho do campo militar, a cerca de dois quilômetros de sua casa, quando foi emboscado e morto pelos muçulmanos”, disse Biri Gado. “Na verdade, ele estava a alguns metros do campo militar. Ele decidiu se refugiar no campo de base militar quando viu os pastores atacando e queimando casas perto da sua”.

Os problemas não terminaram para a comunidade. O reverendo explicou que no dia 11 de fevereiro, os Fulanis mataram mais três membros da aldeia. “O governo deve realmente fazer algo”, disse Biri Gado. “O governo não veio aqui com nenhuma resolução. Eles não nos visitaram para ver as pessoas ainda tinham problemas”, finalizou.

Fonte: Missão Portas Abertas