No Reino Unido, os muçulmanos estão protestando contra o aumento da utilização, por parte da polícia, de cães farejadores com a finalidade de evitar ataques terroristas com bombas. “São animais impuros para a nossa religião”, afirmam representantes da comunidade, “não queremos que eles nos toquem”.

Após diversas reclamações com esse teor, a polícia prometeu ter consideração pela “sensibilidade cultural” durante os chamados “controles antiterrorismo” nas estações ferroviárias e nos metrôs de Londres, mas também afirmou que não vai renunciar aos cães, considerados importantes na prevenção de ataques. Na medida do possível, os agentes tentarão garantir que os cães toquem com o focinho apenas a bagagem, limitando o contato direto com as pessoas.

Uma associação criada em defesa dos direitos dos muçulmanos britânicos (“The Islamic Human Rights Commission”), porém, também contesta o emprego de cães para verificar a bagagem, afirmando que “é um problema”, caso o indivíduo esteja se preparando para as preces diárias. Segundo a associação, os controles antiterrorismo deveriam ser efetuados com um detector de metais, sem contato físico, portanto.

O deputado conservador, Philip Davies, referindo-se aos protestos muçulmanos contra os cães farejadores, afirmou: “Todos deveriam ser iguais perante a lei e não podem existir grupos religiosos que queiram pontificar sobre a lei. Espero que a polícia continue fazendo o que é necessário”.

Fonte: O Globo Online