Candidato ao governo do Rio e bispo licenciado da Igreja Universal, senador atribui a adversários acusações de ser preconceituoso e diz que homossexualidade é ‘pecado’.

O candidato do PRB ao governo do Rio, senador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, atribuiu nesta quinta-feira, 7, a seus adversários acusações de que seria homofóbico por ser evangélico. Ele reafirmou considerar a homossexualidade um pecado, mas destacou ser este um assunto privado, que não deve ser tratado pelo governador.

[img align=left width=300]http://img.estadao.com.br/fotos/thumbs/550/BE/CB/B8/LBECBB87872454A79A951BE55AFF79CE3.jpg[/img]”Por ser evangélico, acham que eu, ou os evangélicos, somos homofóbicos. Não tem povo menos homofóbico que o evangélico. O que os evangélicos querem é o direito de se expressar e dizer que a homossexualidade é pecado”, disse Crivella, em sabatina promovida pelo SBT, Folha de S. Paulo e UOL. “Homossexualismo é pecado. Não é crime. Não é doença. Mas é pecado, porque a Bíblia diz.”

Para o parlamentar, a homossexualidade se resolve “quando a pessoa diz ser ou não ser.” “É um assunto pessoal dele. O governador não tem de se meter nisso”, disse. “Tenho homossexuais na minha família. Tem homossexuais há anos trabalho comigo e no meu partido”, declarou.
Crivella criticou o Legislativo e afirmou que a política “está chata”. “A maioria das matérias que a gente vota é de interesse do capital”,
declarou. “A política no Congresso Nacional muitas vezes não tem nada a ver com as pessoas. A gente ali trata de interesses corporativos.”

O senador prometeu que, se eleito, manterá as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e atribuiu os tiroteios recentes no Complexo do Alemão a “política”. “Quando dão declarações políticas (dando a entender que vão acabar com as UPPS), dão esperança aos traficantes de que vão voltar”, disse.

[b]Fonte: Estadão[/b]