A revista “Newsweek” da semana passada trouxe uma reportagem sobre os cristãos “clandestinos” na Coréia do Norte, por causa de um ex-desertor, Son Jong-nam, que voltou para o Norte a fim de conduzir um trabalho missionário e está no corredor da morte.

Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a “Newsweek”, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ser espancada durante um interrogatório na Coréia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.

Foi quando ele fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos.

Son se converteu e depois voltou ao seu país como missionário. Lá ele foi detido e acusado de ser espião. Agora ele está no corredor da morte em Pyongyang.

Fé em segredo

Cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da “Newsweek”. O cristianismo foi difundido no final do século 19.

Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coréia do Norte, morto recentemente, veio de uma família cristã devota.

A maioria dos cristãos norte-coreanos fugiu para o sul durante a guerra coreana, mas muitos que ficaram ainda praticam sua fé de forma clandestina.

Culto por telefone

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos.

Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem, enquanto lêem passagens da Bíblia. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos.

Os “cultos telefônicos” têm de ser rápidos, e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coréia do Norte usa rastreadores GPS para localizar os telefones, de acordo com a revista.

Fonte: Portas Abertas