No norte da Nigéria, a situação dos cristãos é crítica. A lei islâmica _ xariá _ adotada em alguns Estados do norte, inspira os muçulmanos a eliminarem o Cristianismo da área.

Em outros Estados, onde a lei ainda não foi implantada, luta-se para que a xariá seja adotada.

As conseqüências de se ter um governo islâmico podem ser sentidas nas escolas públicas, freqüentadas por crianças cristãs e muçulmanas. O ensino do Islamismo é obrigatório nas escolas, e todas as crianças devem decorar trechos do Alcorão. As crianças cristãs não se dedicam a isso e, por não saberem o Alcorão de cor, são discriminadas e ridicularizadas por seus colegas de sala.

As garotas também são obrigadas a vestir o traje muçulmano chamado “hijab”. Há algum tempo, a filha de um pastor comentou: “No primeiro dia em que usei o véu islâmico, me senti pesada. Chorei muito, porque minha mente está convencida de que quem usa o “hijab”, acaba por se tornar muçulmana. Quando me olhei no espelho, a visão que tive me confundiu terrivelmente. Se meus pais tivessem dinheiro, eu iria preferir estudar em uma escola cristã particular.”

A Igreja Católica tomou a iniciativa de abrir escolas cristãs, mas não tem dinheiro suficiente para sustentá-las sozinha. Em alguns casos, os professores cristãos podem dar aula de “conhecimento religioso cristão” nas escolas públicas, mas a comunidade deve pagar seus salários.

Fonte Rádio Vaticano