O porta-voz do grupo parlamentar peruano de Unidade Nacional (UN), Luis Bedoya de Vivanco, pediu à Igreja, que não se escandalize com o projeto de lei apresentado por sua bancada, que pleiteia a aplicação da pena de morte para os que praticam os que violentam os menores e depois assassinam suas vítimas.

Bedoya de Vivanco assinalou que a própria “Igreja contemplava, séculos atrás, em suas Constituições, a pena de morte”, como foi o caso da Inquisição.

“Que não rasguem as vestes sem antes olhar no espelho. Os tempos mudam e foi João Paulo II que, publicamente, pediu perdão à humanidade, em nome da Igreja, pelos atos da Santa Inquisição” _ sublinhou Bedoya de Vivanco.

O Episcopado peruano declarou, a esse propósito, que não concorda com a aplicação da pena capital, e defendeu que o Estado tem a responsabilidade de proteger a vida humana, bem como garantir um sistema jurídico suficientemente capaz e diligente, para aplicar as penas já estabelecidas.

Nesse contexto, o porta-voz da Unidade Nacional (UN) exortou a Igreja a não “jogar pedras sobre o telhado do vizinho, porque seu próprio telhado é de vidro”.

Fonte: Rádio Vaticano