O filme “A Bússola de Ouro” nem mesmo chegou às telas e já começou a gerar polêmica. Acontece que o longa-metragem é adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por Philip Pullman, e foi apontado como um material que promove entre suas linhas o ateísmo, opção de vida adotada pelo autor.

Acusado por alguns críticos de fantasiar uma aventura que no fundo conta a história de uma menina que quer matar Deus, o filme provocou a ira de católicos e evangélicos, que consideraram a trama ofensiva e desleal. Mesmo com a New Line Cinema garantindo ter retirado do longa qualquer relação religiosa, os cristãos ainda temem que as crianças que gostem do trabalho tenham a curiosidade de ler o material.

“Estes livros denigrem o Cristianismo, acaba com a Igreja Católica e vende virtudes ateístas. Não estou preocupado realmente com o filme, que me parece fraco”, comentou Bill Donohue, presidente da Liga Católica. “O filme foi feito com base nos livros. É enganador. Pullman está esperando que seu livro voe das prateleiras neste natal”, reforçou.

Vendo a confusão gerada pelos católicos, que promoveram uma verdadeira campanha contra o filme, o estúdio precisou ir à tona para tentar diminuir os danos causados. “‘A Bússola de Ouro’ é uma fantasia para entreter, que fala sobre amor, coragem, responsabilidade e liberdade. Estamos ansiosos para a estréia do dia 7 de dezembro”, declarou um porta-voz.

Dirigido por Chris Weitz (“Um Grande Garoto”), a fantasia traz em seu elenco Nicole Kidman (“Moulin Rouge”), Daniel Craig (“007 – Cassino Royale”), Eva Green (“Os Sonhadores”) e a estreante Dakota Blue Richards, que concorreu com dez mil garotas pelo papel. A história gira em torno da pequenina Lyra Belacqua (Blue Richards), que enfrenta várias aventuras em busca de seu melhor amigo, misteriosamente seqüestrado. Entre os percalços, ela acaba dando de cara com bruxas, e terá de lutar contra um plano maligno que ameaça todas as crianças do mundo.

Sobre a polêmica, Pullman disse: “Este deve ser o único filme atacado na mesma semana por ser religioso demais e ao mesmo tempo sem-religião demais – e por pessoas que sequer o assistiram ainda”.

Fonte: Cinema com rapadura