Em 2003, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, havia 300 igrejas e 1,4 milhão de cristãos no país. Entretanto, atualmente, dez anos depois, somente 57 igrejas e cerca de meio milhão de fiéis sobrevivem a ataques islâmicos, segundo William Warda, da Organização de Direitos Humanos Hammurabi.

De acordo com o jornal Asharg Al-Awsat, desde o início da guerra, as igrejas cristãs têm sofrido ataques de extremistas, com ofensivas e uso de bombas, mortes, tortura e conversão forçada para o islã, que contribuem com a queda do número de cristãos no país.

Warda explica que “os últimos dez anos têm sido os piores para os cristãos iraquianos, porque testemunharam o maior êxodo e migração na história do Iraque”. A maioria dos cristãos teve de abandonar suas casas e procurar abrigo fora do país para tentar reconstruir suas vidas.

Os cristãos foram, durante todos esses anos, alvos de ataques da Al-Qaeda, além de ficarem no fogo cruzado dos conflitos entre os curdos e os xiitas e sunitas.

Youkhanna Kanna, um político cristão, afirma que os cristãos no Iraque “são os principais construtores da região em todos os níveis. Eles, sem dúvida, desempenharam um significante papel no Iraque atual, mas o que aconteceu após a mudança foi que o sistema de cotas sectárias e étnicas permitiu blocos de grande porte monopolizar decisões políticas”.

Os Estados Unidos devem “racionalizar a sua política para lidar com o fracasso dos governos e proteger os cristãos e outras minorias e para garantir a aprovação de leis especiais para impedir a impunidade após incidentes de motivação religiosa”, afirma a Aliança Evangélica Mundial.

Mais de 95% da população do Iraque é muçulmana, sendo que 65% são xiitas e o restante é sunita. A política iraquiana foi, durante muito tempo, dominada pelos sunitas até a queda de Saddam Hussein, em 2003.

[b]Fonte: The Christian Post[/b]