Um clima pesado reina no Vaticano desde que o novo “VatiLeaks” revelou os privilégios e desperdícios no pequeno Estado, e “será necessário superar a resistência” às reformas do papa Francisco”, reconheceu o número 2 do Vaticano.

[img align=left width=300]http://imguol.com/c/noticias/76/2015/11/10/10nov2015—papa-francisco-e-visto-em-uma-tela-de-tv-durante-uma-reuniao-com-os-bispos-no-batisterio-da-catedral-de-florenca-na-italia-1447162810302_615x300.jpg[/img]”Eu não acredito que essas polêmicas possam criar uma atmosfera serena. Há de fato um clima pesado”, admitiu o cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado e braço direito do papa, falando na terça-feira à noite à margem da uma conferência no Vaticano e cujas declarações foram informadas nesta quarta-feira pela Rádio Vaticano.

Dois livros publicados recentemente por jornalistas italianos revelam as aventuras financeiras, lançando luz sobre o estilo de vida luxuoso de alguns cardeais, e sobre vários desfalques.

Dom Parolin reconheceu as resistências às mudanças desejadas por Jorge Bergoglio, que pretende realizar com determinação, como reiterou no domingo, no Angelus.

“Estamos todos tentado continuar com o que sempre fizemos, a mesma rotina. E, nesse sentido, será efetivamente necessário superar as resistências. Dizer que essas resistências são fisiológicas, é muito pouco. Dizer que são patológicas seria demais. Será preciso enfrentá-las de maneira construtiva. Uma coisa é certa… todos querem que as coisas melhorem”, observou o cardeal.

O número dois da Santa Sé considerou ainda que “os ataques lidos na imprensa são muito emocionais, e até mesmo histéricos e mal-intencionados”.

[b]Fonte: AFP via UOL[/b]