A oração do Pai Nosso antes das aulas serão suspensas nas escolas de Aparecida de Goiânia, Goiás. O pedido foi feito pelo promotor Fernando Krebs, do Ministério Público de Goiás.

De acordo com Krebs, a obrigatoriedade da oração é considerada uma violação à liberdade: “O Estado é laico. Obrigar a orar é uma violação da liberdade”, disse ele ao jornal Estadão.

A norma que permite a oração nas escolas foi aprovada pela Câmara de Vereadores em maio deste ano.

[img align=left width=550]https://thumbor.guiame.com.br/unsafe/smart/media.guiame.com.br/archives/2016/12/07/3266292785-.jpg[/img]

Desde então, Krebs passou a recomendar a não aprovação da medida à Câmara de Vereadores de Aparecida de Goiânia. “Falei com o vereador Gustavo Mendanha (PMDB) que deveria rejeitar a proposta, por ser inconstitucional”, comentou.

“A Constituição Federal garante ao cidadão essa liberdade. Logo, ninguém está obrigado à oração ou ler o alcorão (livro sagrado do Islã)”, alegou. “Mesmo as escolas particulares, protestantes ou católicas não podem obrigar os alunos às orações ou rezas”.

[b]Liberdade em xeque
[/b]
Um caso semelhante aconteceu em fevereiro, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador. A oração do Pai Nosso tem sido feita todas as segundas-feiras, antes das aulas na Escola Municipal Antônio Carlos Magalhães.

Contrariado, o aposentado José Ivanildo Cabral, que é ateu, acionou o Ministério Público. Em seu ponto de vista, sua filha poderia ser induzida a se tornar religiosa por causa da oração — o que significa uma falta de respeito à diversidade.

Por outro lado, Elisângela, secretária da escola, disse que os alunos não são obrigados a participar. Mesmo sem a obrigação, José Ivanildo continua considerando a oração uma imposição religiosa.

[b]Fonte: Guia-me via JM Notícia[/b]