O padre Adaílton Miorin, da Diocese de Campo Grande, afirmou que a Igreja Católica não está ignorando o fenômeno da imagem de Nossa Senhora de Fátima que verte mel.

De acordo com o religioso, a família proprietária é que não quer favorecer as análises que a Igreja julga necessário fazer: “Nós já manifestamos a vontade de acompanhar, mas a família não está favorecendo a análise. Por enquanto, estamos tentando conversar com eles”, explica.

Miorin informa que o bispo da Capital, Dom Vitório Pavanello, já esteve na casa dos Rezek, mas preferiu não entrar por conta do tumulto e da imprensa no local: “O bispo quer ter primeiro uma conversa reservada. Ele vai voltar lá em breve. Só estamos esperando acalmar um pouco esse movimento”.

O padre ainda comenta que, apesar da Igreja não ter se posicionado a respeito do fenômeno, os fiéis não podem ser impedidos de visitar a imagem: “As visitas não fazem mal nenhum, não há problema. Não podemos e nem vamos proibir que os devotos procurem a casa, mas pedimos cautela”, frisou.

Diariamente, cerca de 3 mil pessoas vão à casa, localizada na Rua Domingos Marques, esquina com a Antônio Raposo, na Vila Jardim Alegre, para rezar, pedir e agradecer graças recebidas. No local, voluntários distribuem copos de sopa e do “mel santo”.

Versões – A proprietária da residência disse ontem ao Campo Grande News que desconfia que alguns “padres disfarçados” estejam visitando sua casa em busca de alguma fraude. Além de negar qualquer artíficio na estátua de gesso, ela afirmou que a Igreja tem, na verdade, receio de admitir o milagre.

Mas a versão de Adaílton Miorim é diferente: “Vários padres já estiveram lá, inclusive eu. Nós orientamos a família e está havendo um acompanhamento”, finalizou.

Fonte: Campo Grande News