O padre João Batista da Silva, 46 anos, que celebrava missas temporariamente na paróquia Santo Expedito, em Catanduva, foi preso na tarde de ontem.

O juiz Hélio Benedidi Ravaganani, da comarca de Viradouro, expediu mandado de prisão pela condenação por atentado violento ao pudor, registrado em Terra Roxa, região de Barretos.

Silva foi preso por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) quando estava na Catedral, que fica localizada na Praça da Independência, Higienópolis.

O inquérito policial foi instaurado em 1994, em Terra Roxa, onde o padre era o responsável pela paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Ele teria levado jovens até a casa paroquial e mostrado imagens pornográficas. Silva recebeu uma pena de sete anos e seis meses de prisão em regime fechado e foi encaminhado à Cadeia Pública de Catanduva.

De acordo com o documento expedido pelo juiz de Viradouro, a vítima seria um menor de iniciais M.R.E.

O inquérito policial foi instaurado por portaria. O padre permaneceu na paróquia de Terra Roxa durante seis anos, depois de ter sido acusado pelo crime.

O padre João Batista nega as acusações e diz ser inocente (leia texto abaixo).

Em Catanduva, o padre estava substituindo o pároco Osvaldo Barrinha, que teria se afastado por alguns finais de semana.

Religioso foi preso em 2004

O padre João Batista da Silva, morador de Taquaritinga, também foi pároco em Palmares Paulista. Em 2004, foi acusado de atentado violento ao pudor e absolvido em primeira instância por falta de provas.

O jornal BOM DIA apurou que uma das testemunhas de acusação teria mudado a versão. Os meninos que teriam recebido dinheiro do padre para ir à casa paroquial eram de Paraíso, cidade vizinha a Palmares Paulista, onde Silva celebrava missas.

Segundo a Polícia Civil, na época foi cumprido o mandado de prisão, mas o padre foi solto logo. O Ministério Público recorreu da sentença e o processo ainda está em andamento.

‘Tudo isso é mentira’

O padre João Batista da Silva diz ser inocente. Ele afirma que não se aproximou com más intenções de nenhuma criança ou adolescente. De acordo com o religioso, a acusação não passa de uma armação para tirá-lo da cidade.

“Eles não tinham provas do que me acusaram. Tudo não passou de medidas políticas, porque sabiam que muitos me apoiavam”, diz.

“Sem contar que criaram várias histórias diferentes. Disseram que eu tinha colocado um menino para dormir comigo na casa paroquial. Tudo isso é mentira. E é também um fato muito complicado de se explicar.”

Ele também nega a acusação de Palmares Paulista.

Fonte: Jornal Bom Dia Rio Preto