Dois agressores mataram um padre com uma lâmina e feriram gravemente outro refém em uma igreja em Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia (norte da França), nesta terça (26), antes de serem mortos pela polícia.

Ainda não há detalhes sobre a identidade dos algozes e os motivos do ataque. A investigação foi entregue à unidade antiterrorismo da promotoria de Paris.

Uma fonte da polícia afirmou que o padre, Jacques Hamel, de 84 anos, foi degolado. A identidade do religioso foi confirmada pelo arcebispo Dominique Lebrun.

O ataque aconteceu durante a missa da manhã. Inicialmente, cinco pessoas foram feitas reféns.

“Em um determinado momento, os dois agressores saíram da igreja e foram mortos pelas forças de elite”, afirmou o porta-voz do Ministério do Interior Pierre-Henry Brandet à rádio France Info.

O primeiro-ministro, Manuel Valls, classificou o ataque como “bárbaro” e afirmou ser um golpe contra todos os católicos e a França.

“Vamos permanecer unidos”, afirmou Valls no Twitter.

O ataque é o último de uma série de agressões na Europa. Neste domingo, um sírio de 27 causou uma explosão em Ansbach, na Alemanha. Ele teria jurado lealdade ao Estado Islâmico. No último dia 22, um alemão de origem iraniana, de 18 anos, abriu fogo em um shopping em Munique.

Na França, o ataque desta terça, acontece 12 dias depois que o tunisiano de 31 anos Mohamed Lahouaiej Bouhlel atropelou uma multidão em Nice, no sul do país, matando 84 pessoas. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque.

O porta-voz do Ministério do Interior confirmou que um dos reféns foi morto e um se encontra em estado crítico.

O papa Francisco se manifestou em comunicado, afirmando que compartilha da “dor e do horror” pelo assassinato bárbaro do sacerdote francês. “Estamos particularmente afetados por essa horrível violência, ocorrida em uma igreja, lugar sagrado em que se anuncia o amor de Deus”, afirmou.

O ataque aumenta as pressões sobre o presidente François Hollande, para que recupere o controle sobre a segurança nacional, já que a França se encontra em estado de emergência a apenas 10 meses das eleições presidenciais.

Hollande e o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, já chegaram no local do ataque, onde se encontraram com membros do serviço de segurança. O presidente francês afirmou que o país deve lutar contra o Estado Islâmico “por todos os meios disponíveis” em entrevista a jornalistas em Saint-Etienne-du -Rouvray.

Cazeneuve foi alvo de críticas de políticos conservadores por não ter feito o suficiente para prevenir o ataque em Nice, no último dia 14.

O legislativo francês aprovou uma extensão de seis meses no estado de emergência após o ocorrido em Nice, enquanto o governo socialista de Hollande afirmou que intensificaria os ataques contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

[b]Fonte: Folha de São Paulo[/b]