Um dos padres mais populares dos Estados Unidos, Alberto Cutié, de Miami Beach, foi flagrado por paparazzi beijando na boca uma jovem em uma praia. As fotos, publicadas na revista de fofocas “TVNotas USA”, mostram o sacerdote com uma mulher, ambos deitados na areia, em várias situações românticas.

Cutié, de 39 anos, admitiu nesta terça-feira (5) os fatos em uma carta à comunidade, pediu perdão caso suas ações tenham provocado dor e tristeza, e garantiu que o seu “serviço e a sua dedicação a Deus prosseguirão intactos”.

O religioso foi afastado pela arquidiocese de Miami da Igreja de São Francisco de Sales, onde celebrava missas que, conforme os fiéis, recebiam um grande público feminino, animado pelo jovem padre de olhos azuis.

O arcebispo de Miami, John Favalora, declarou que “o padre Cutié fez uma promessa de celibato e todos os sacerdotes devem cumprir esta promessa com a ajuda de Deus”. “As ações não devem ser aprovadas, apesar de seu bom trabalho como sacerdote”, disse.

A revista TVNotas USA afirma ainda que, além das fotos, obteve um vídeo no qual o padre aparece “abraçando, beijando e colocando a mão dentro da parte de baixo do biquíni de uma mulher, em uma das praias de Miami”. O vídeo não foi divulgado até o momento, mas canais de TV informaram que as imagens foram oferecidas por centenas de milhares de dólares.

O padre, nascido em Porto Rico, mas de família cubana, tinha uma forte presença na mídia com um programa na televisão a cabo, uma coluna semanal no jornal “El Nuevo Herald” e um programa na Rádio Paz, a emissora católica da qual era diretor até a explosão do escândalo. Cutié criticava publicamente o celibato e era um defensor fervoroso da vida em casal.

“Um sacerdote pode amar a Deus e amar uma mulher e ter família. Qual é o problema? Na Igreja deveríamos ser mais abertos”, afirmou recentemente, em entrevista.

O caso do padre Alberto é mais um de uma longa lista de escândalos na Igreja Católica americana, abalada desde 2002 por milhares de denúncias contra sacerdotes envolvidos em casos de abusos sexuais.

Fonte: Folha Online