As forças de segurança filipinas e a guerrilha da Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI) acreditam que o sacerdote italiano Giancarlo Bossi, seqüestrado há duas semanas na ilha de Mindanao, ainda está vivo, publicou hoje a imprensa local.

“Está vivo e estamos intensificando todos os nossos esforços para recuperá-lo com vida”, mesmo sem provas, indicou o comandante da I Divisão de Infantaria do Exército, geral Nehemias Pajarito, segundo o “The Philippine Daily Inquirer”.

O porta-voz do FMLI, Eid Kabalu, assegurou que Bossi não será machucado, pois o religioso italiano “é a única oportunidade” para eles, quaisquer que sejam suas intenções, que disse desconhecer.

O grupo, que colabora com o Exército filipino na busca pelo sacerdote, acredira que ele estreja em uma região entre as províncias de Lanao do Norte e Lanao do Sul.

Mas os militares filipinos atribuem o seqüestro a uma facção rebelde do próprio FMLI – que mantém conversações de paz com o Governo – ou a antigos membros da Frente Moro de Libertação Nacional (FMLN), que foi a principal organização separatista muçulmana no país até 1996.

A Polícia Nacional das Filipinas e o Governo italiano oferecem separadamente recompensas de 100.000 pesos (? 1,6 mil) por qualquer informação que leve ao paradeiro do religioso.

O embaixador italiano em Manila, Rubens Fedele, disse na semana passada estar preocupado com o estado de saúde de Bossi, que tem problemas sangüíneos e deve tomar remédios regularmente.

Fedele afirmou que seu Governo não tinha contato com os seqüestradores para negociar a libertação do sacerdote. Ele foi capturado no dia 10 após rezar uma missa na aldeia de Bulawan, na província de mesmo nome.

Bossi, de 57 anos e que está há quase três décadas no país asiático, é o terceiro sacerdote italiano seqüestrado em Mindanao.

Luciano Benedetti, do Instituto Pontifício de Missões no Exterior, foi seqüestrado em 1998 na província de Zamboanga do Norte. Em 2001, aconteceu o mesmo com Giuseppe Pierantoni, missionário do Sagrado Coração de Jesus, em Zamboanga do Sul.

Benedetti foi libertado após 68 dias de cativeiro e Pierantoni passou seis meses em mãos dos seqüestradores.

Fonte: EFE