O padre diz que tem sido perseguido pelo Arcebispo desde a sua chegada na cidade por ser independente nas atividades que exercia.

O padre Sebastião de Lima, que ordenou na Casa de Maria durante nove anos e três meses, pediu desligamento da Igreja Católica Romana na Arquidiocese de Palmas, via carta, nesta quarta-feira, 7. O padre alega que foi perseguido pelo Arcebispo Dom Pedro Brito Guimarães.

[img align=left width=300]http://surgiu.com.br/imagem/noticias/t5/119514/imagem_0711131383866529_g.gif[/img]Em entrevista exclusiva ao T1 Notícias o padre relatou que desde a chegada do Arcebispo na cidade, foi perseguido por ser independente nas atividades que exercia. “Me desliguei da igreja Romana primeiro porque o Bispo não queria que eu tivesse amizade com autoridades de outras igrejas, mas eu não vou deixar de receber quem gosto na minha casa, que é de todo mundo, independente de religião”, disse.

Padre Sebastião contou que foi Bispo Bizantino e que, por isso, tem muitos amigos na Igreja Brasileira, que é uma entidade fundada por um bispo que deixou a Igreja Católica Apostólica Romana. “O Papa falou que devemos ter diálogo com as outras igrejas e inclusive com os ateus. Eu não vou deixar de ter amizades”, disse.

Segundo relatou o padre, quando Dom Pedro Guimarães chegou em Palmas, começou um programa de transferência de padres e “me tirou também. Eu não saí da Casa de Maria, eu fui tirado. Eu não fiquei magoado em sair, mas da forma que saí. O centro de evangelização lá fui eu que ajudei a construir”. Padre Sebastião Lima saiu da comunidade em 31 de outubro de 2011.

Desde lá, conforme relato, o padre vem desenvolvendo atividades na Associação Beneficente Santa Edwiges, onde mora. “Desde que ele me tirou de lá eu venho realizando atividades por conta própria e ele disse que ia me suspender por desobediência ordinária. Antes disso acontecer eu pedi o desligamento da Igreja”, explicou o padre justificando a saída.

O padre disse que vai continuar celebrando missas na associação. “Quem é padre é para sempre. Vou continuar com meus projetos como acéfalo, que significa um padre sem pertença, que não tem nenhum ligamento com a igreja. Ele me proibiu de celebrar missas na Associação, mas eu não vou deixar de atender e nem de celebrar”, afirmou.

O projeto desenvolvido pelo padre Sebastião de Lima tem oito anos de existência. “Nosso objetivo é combater a fome, a miséria e a pobreza. Atendemos mais de 4 mil famílias”, disse.

O padre resumiu sua saída como uma perseguição “por o bispo não aceitar que eu tivesse esse sentimento de independência”. Ele deixou uma mensagem aos fiéis e amigos católicos que estiveram com ele na caminhada de mais de uma década na Igreja Católica Apostólica Romana.

“A verdadeira comunhão do cristão é com Jesus Cristo em primeiro lugar. Mas Jesus também usa as pessoas como instrumento da graça dele. O importante na vida é você confiar em Deus, fazer o bem e estar sempre em profunda sintonia com Deus, respeitar as pessoas e ajudá-las na busca da felicidade”.

Por fim, o padre disse que não abandonou sua fé católica e que não pretende aderir à outra igreja. “Convite não falta, mas a Igreja Católica é minha igreja mãe”.

O Portal T1 Notícias entrou em contato com a Arquidiocese de Palmas e foi informado de que somente o Bispo Dom Pedro Brito Guimarães poderá falar sobre o assunto, porém ele estaria viajando.

[b]Fonte: Surgiu[/b]